O projeto arquitetônico da Casa do Professor percorreu diversas
instâncias do poder público até ser definitivamente
aprovado no início de 2006. De autoria do arquiteto Rogério
Dal Molin, o projeto foi destacado como exemplo de integração
de uma construção moderna com um prédio histórico,
a sede da Fundação Ecarta, da década de 30, localizado
na esquina da Avenida João Pessoa com a Rua Lopo Gonçalves.
Pela preservação das características originais do
prédio histórico, o projeto permaneceu em exposição
no hall da Secretaria da Cultura. Sua aprovação, no entanto,
foi marcada por exigências contraditórias, falta de comunicação
entre os órgãos da prefeitura e um fato inusitado: o registro
da existência de uma segunda casa no terreno onde está o
prédio da Fundação. Essa segunda casa, na verdade,
fica em outra esquina do bairro. Ao pesquisar a planta da casa da Fundação
junto ao Arquivo Público Municipal, o arquiteto constatou que
havia duplicidade de habite-se. Segundo Dal Molin, o erro, que persistiu
durante mais de 60 anos, acabou desfeito porque ficou provado que a segunda
casa, registrada como anexo ao prédio da Fundação,
na realidade fica na esquina da João Pessoa com a Sebastião
Leão.
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Fotos:
Tânia Meinerz

Destacado como exemplo de
integração
entre o prédio novo e a arquitetura da
Fundação Ecarta, o projeto foi
amplamente debatido pela Comissão de
Obras da Casa do Professor
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