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Avançando
para trás
Antes mesmo
de ser avaliada pelo senado, a Força Sindical, arquiinimiga
da CUT, resolveu flexibilizar a CLT por conta própria.
Em nome de cerca de 145 mil metalúrgicos, acordou com o
Sindipeças (sindicato patronal do setor de peças
automotivas) do estado de São Paulo, alteração
de cinco itens da atual legislação trabalhista:
férias, participação nos lucros, licença-paternidade,
horário-refeição e décimo-terceiro
salário. Não bastasse o atropelo à Constituição
Brasileira vigente, trataram logo, como bons cordeirinhos, de
enviar uma cópia do acordo para o ministro do trabalho
Francisco Dornelles. Com isso, o horário de refeição,
por exemplo, fica reduzido de uma para meia hora apenas. Várias
empresas já estariam adotando a medida, mas a Força
admite o fato mas não divulga quais são. Quanto
às outras perdas, ainda não puderam ser medidas.
Porém, pelo menos por enquanto, quem as praticar estará
infringindo a Lei e sujeito à fiscalização
das DRTs. O contra-senso maior fica por conta do comentário
do presidente da FS, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (candidato
a deputado em SP ou vice de Alkmin pelo PPB), que compara a CUT
a um museu. Queremos modernizar as relações
sindicais, diz ele. Só que o conceito de modernidade
parece ser o mesmo dos tempos da escravidão ou da ausência
de leis de proteção ao trabalhador datadas do início
da revolução industrial. Quem entende?
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