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Sistema
de cotas vai para todo o país
Criar oportunidades na educação através do
sistema de cotas, garantir o direito de indenização
de descendentes de afro-brasileiros escravizados e assegurar a
participação de artistas negros em filmes e peças
publicitárias. Estas são algumas das medidas previstas
no projeto de lei nº 3198, de 2000, criado pelo deputado
federal Paulo Paim (PT/RS). Mais conhecido como Estatuto da Igualdade
Racial, o documento aparece em defesa dos que sofrem preconceito
ou discriminação racial. Destina-se a regular
os direitos especiais daqueles que são discriminados pela
sua etnia, raça e/ou cor, diz Paim. Desde março,
uma comissão de 31 parlamentares está percorrendo
10 estados brasileiros para que a sociedade sugira alterações
no estatuto. Essa comissão é inédita
na história do parlamento brasileiro. Segundo Paim,
a expectativa é de promulgar o documento em 20 de novembro
deste ano, dia de Zumbi dos Palmares. Para o deputado, o capítulo
mais polêmico é justamente o que trata da questão
das cotas. Não se trata de uma questão racista,
apenas de tratar com igualdade aqueles que são desiguais.
Para ele, a lei não pode ser considerada inconstitucional.
Trata-se de um parecer equivocado, pois inconstitucional
é o que existe hoje, quando se trata o negro de forma desigual.
E, para construir a igualdade, é importante a criação
do sistema de cotas.
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