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Painel
esclarece proposta de mudança na CLT
| Fotos:
René Cabrales |
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O
Sinpro/RS, juntamente com o Sintae/RS e ADDPUC, promoveu no dia
21 de março painel sobre o projeto de lei nº 5.483/01,
do ministro do Trabalho Francisco Dornelles que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) aprovado na Câmara dos
Deputados e em regime de urgência para votação
no Senado. A data coincidiu intencionalmente com a Greve Nacional,
promovida pela CUT como um protesto contra o referido projeto,
e com os 70 anos da Carteira de Trabalho e Previdência Social.
O juiz do Trabalho, vice-presidente da Associação
dos Magistrados da Justiça do Trabalho (AMATRA IV) e secretário
geral da Associação Nacional dos Magistrados da
Justiça do Trabalho (ANAMATRA) Paulo Schmidt, um dos painelistas,
destacou que este projeto é absurdo: Há vícios
de inconstitucionalidade nessa proposta que é um verdadeiro
retrocesso para os trabalhadores. Ele ainda alerta que o
texto do projeto que foi para votação no Senado
possui uma leitura mais feroz para os trabalhadores: Tudo
o que sindicato e empresa deixarem de negociar e não constar
no acordo, deixará de existir como direito para o trabalhador.
No
mesmo dia, a CUT promoveu uma greve nacional que, segundo a dirigentes
da Central, teve uma repercussão muito positiva. Os
senadores gaúchos já se posicionaram contra esse
projeto. A greve teve um papel de mobilizar a sociedade e os demais
senadores, avalia o presidente da CUT/RS Quintino Severo.
O projeto está em regime de urgência no Senado, com
data limite para votação do dia 26 de março
caso isso não ocorra entra para a lista de espera
e dificilmente será avaliado neste ano. Além disso,
o Governo Federal prometeu retirar a urgência caso seja
aprovada a proposta de emenda constitucional (PEC) da CPMF, na
Câmara dos Deputados. Enquanto a PEC não for
para o Senado, o governo não retira a urgência. Estamos
em compasso de espera, afirma Severo.
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