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Paradoxo:
a farra das antenas
| Foto:
René Cabrales |
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28,6%
dos veículos afiliados às redes privadas
de televisão estão nos estados nordestinos
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No governo
de José Sarney (1985-1989), a concessão de milhares
de estações repetidoras de tevê e centenas
de emissoras de rádio AM e FM serviu de moeda de troca,
no Congresso Nacional, para a aprovação do mandato
de cinco anos do presidente. O expediente foi recuperado por
FHC para aprovar a emenda da reeleição na década
seguinte. Israel Bayna, pesquisador da UnB e assessor da bancada
do PT na Câmara Federal, constatou que, até setembro
de 1996, FHC havia dado 1.846 licenças para repetidoras
ligadas a 268 entidades ou empresas controladas por 87 parlamentares.
Todos eles votaram a favor da reeleição.
A farra das concessões produz paradoxos como o fato de
o Nordeste deter 28,3% do total de veículos vinculados
às redes privadas nacionais de televisão aberta,
contra 22,2% do Sudeste o Sul entra com 18%. Paradoxo:
o Maranhão, que corresponde a apenas 3,3% da população
do país e 1% do PIB nacional, conta com 54 veículos,
ou 8,1% do total, quase o mesmo percentual de São Paulo
(8,8%), com 21,8% da população e 36,5% do PIB.
| Concessões |
| Participação
societária ou de direção
de parlamentares, prefeitos e governadores em
rádio e TV |
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PFL
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37,5%
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PMDB
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17,5%
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PPB
|
12,5%
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PSDB
|
6,25%
|
|
PSB
|
6,25%
|
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PPS
|
5%
|
|
PDT
|
3,75%
|
|
PL
|
3,75%
|
|
PRP
|
3,75%
|
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PMN
|
2,5%
|
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PSC
|
1,25%
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