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Brincadeira
boa
Elisa
Lucinda
Vou
falar: Hoje só estou embalada no sucesso de ontem. Faz
um bem dar amor e receber! É como uma parceria para, neste
momento, estarmos todos fazendo a mesma coisa, tocando o mesmo
tambor. Os aplausos são palmadinhas de reconhecimento na
bundinha de minha auto-estima. Fico concordando com os outros
quando dizem que sou uma boa companhia e fico por isso muito bem
comigo. Eu disse comigo, eu não disse sozinha porque sozinha
eu não fico nem hei de ficar. Sabe por quê? Essa
fofoqueira menina, essa moleca que enche os acontecimentos de
rimas, não me larga.
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Eu
também, de minha parte, não sei viver sem ela: minha
santa amada, minha safada, minha vizinha, minha irmãzinha
querida, minha amiguinha, meu óculos mágico, meu
olhar, minha mãe e minha filha, a poesia por quem e ao
lado de quem eu luto. É minha madrinha, no colo de quem
durmo e com quem brinco desde garotinha. Eu fui uma garotinha
poeta. A prova disso é que ainda sou. Essa garotinha sapeca
que tanto se vê em mim adora um palco, um quintal, uma pegadinha,
um dia-a-dia, e não apareceu no meu caminho agora. Eu a
conheço de antes, é de pequena que eu a trago, e
foi pra isso que eu a trouxe: pra brincar com ela junto com os
outros, ensinar a quem não sabe e brincar com ela quando
tivermos só nós duas pra brincar.
elisalucinda@radnet.com.br
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