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Atraso de
salários é problema crônico na Urcamp/Bagé
Mais uma vez
a Urcamp/Bagé deixa de cumprir o acordo assinado com o Sinpro/RS
e com seus professores. No último dia 30 expirou o prazo para
a instituição pagar a quantia referente as multas devidas pelos
sucessivos atrasos no pagamento dos salários.
Houve uma
interpretação restritiva por parte do Reitor da Urcamp, Morvan
Meirelles Ferrugem – recentemente reeleito pela 4ª vez para o
cargo, em que as multas foram calculadas apenas sobre o salário
líquido. Para Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS, a interpretação
adotada pela universidade foi apenas um subterfúgio para o descumprimento
do que havia sido acordado anteriormente.
No dia 29
de agosto sindicato já havia ajuizado uma ação contra a instituição
visando o pagamento das multas dos atrasos do primeiro semestre.
Como se não bastasse, o salários do mês de outubro, que deveriam
ter sido acertados no início do mês de novembro, até 1º de dezembro
ainda não haviam sido pagos. O que também não é nenhuma novidade,
basta lembrar que no dia 5 de outubro foi realizada uma assembléia
dos professores, convocada pelo Sinpro/RS. O motivo era o atraso
de três meses (julho, agosto e setembro) no salário dos professores.
A assembléia definiu prazo para a regularização que se esgotaria
no dia 17 de outubro, data da nova assembléia, que resultou na
paralisação do dia 18, obtendo significativa adesão dos docentes.
“É importante sublinhar que o problema de atraso nos salários
dos professores na Urcamp é crônico, apesar das reiteradas promessas
de regularização e que nunca se cumprem. Sempre há uma solução
em andamento ou definitiva sendo alardeada pela reitoria e que
acaba por não se consolidar”, ressalta o diretor do Sinpro/RS.
Como resultado
das ações ajuizadas, o reitor da Urcamp, com o intuito de esvaziar
o movimento criou o chamado “foro participativo docente” para
promover uma suposta participação maior dos professores. “Ora,
essa participação já deveria existir, afinal trata-se de uma universidade
comunitária e já deveria promover este tipo de iniciativa. Mas
a criação deste foro em um momento como este só tem um objetivo,
o de desmobilizar a categoria, por isso é preciso que os professores
fiquem atentos”, adverte Fuhr.
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