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Governo
favorece o setor privado
As facilidades concedidas ao setor privado contrastam com a palidez
anêmica dos recursos aplicados na rede pública. Na
década de 90, o número de instituições
estatais de ensino superior criadas no país beirou o zero,
da mesma forma que o investimento na ampliação das
áreas já implantadas. A solução
é aumentar a capacidade da rede federal e continuar a expansão
do setor privado, ampliando o aporte de recursos públicos
para o aluno carente através do FIES (Financiamento Estudantil),
que substitui o antigo Crédito Educativo, afirma
o sociólogo Paulo Roberto Corbucci, do IPEA (Instituto
de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
| Foto:
René Cabrales |
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A
meta é colocar 20% dos jovens entre
18 e 24 anos na educação superior até
2010
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Professor
da Universidade Católica de Brasília, ele participou,
em novembro, do Seminário Sobre Educação
Superior, promovido pelo Sinpro-RS.
O Plano Nacional de Educação fixou como meta colocar
30% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior até 2010.
É improvável que o país alcance o patamar
desejado. Atualmente, apenas 12% dos brasileiros nesta faixa etária
conseguem se matricular em algum curso universitário, de
acordo com as estatísticas oficiais. É uma marca
constrangedora, inferior à de países latino-americanos
como o Chile e a Venezuela, que superam 20%. Na ótica do
MEC, o incentivo aos novos empresários do setor é
a fórmula correta para expandir a oferta. A julgar pelo
andar da carruagem, a educação superior no país
corre o risco de se transformar em produto descartável,
igual a qualquer outro exposto em prateleira de supermercado.
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