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Suspeitos,
bingos
faturam alto no país das apostas
Flávio
Ilha e César Fraga
Ninguém,
nem a Polícia, nem a Receita Federal, nem mesmo a associação
de
classe, sabe ao certo quantos eles são. Estimam-se mais de 50
só em Porto Alegre, espalhados por toda a cidade. De todos os
tamanhos. Que movimentam cerca de R$ 2 bilhões por ano no país.
No Brasil seriam mais de 5 mil, dos quais pelo menos 70% estariam
atuando de forma irregular. O fato é que, a despeito de estar
proibido desde a década de 40, nunca se jogou tanto como no Brasil
de hoje. Bingos, sorteios eletrônicos, cassinos e máquinas de
caça-níqueis afrontam as autoridades e seguem atuando livremente,
apropriando-se das economias de milhões de pessoas. Além de ilegais
(das 80 casas listadas pela associação dos bingos no estado só
três têm licença do Indesp para funcionar), as casas de jogo estão
sendo investigadas por sonegação de impostos e de envolvimento
com a Máfia. Em Porto Alegre, nove grandes bingos estão sendo
investigados pela Polícia Fazendária. Os inquéritos envolvem a
quebra de sigilo bancário e fiscal – já autorizadas pela Justiça
– de sete pessoas e correm há oito meses. Além disso, há outros
três inquéritos sendo tocados para esclarecer a responsabilidade
sobre 250 máquinas de caça-níqueis apreendidas em agosto do ano
passado. As máquinas não tinham autorização para funcionar e estão
apodrecendo nos galpões da Polícia. Mesmo as 153 máquinas que
estavam com os documentos em dia – e que foram liberadas – são
suspeitas de sonegação tributária. “Não há mais dúvidas de que
a maioria dessas casas sonega impostos”, diz o delegado Jorcelino
Luiz Rodrigues, titular da Delegacia de Prevenção e Repressão
aos Crimes Fazendários da capital.
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