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Campanha
salarial mobiliza comunidade escolar do estado
Com
o slogan É Hora de Salário, professores e funcionários
da rede privada de ensino reivindicam reajuste de 13% nos vencimentos
Da Redação
Os
professores e funcionários das escolas particulares do Rio Grande
do Sul estão realizando campanha salarial unificada, a exemplo
dos anos anteriores. A data-base das categorias é em março. Um
show agendado para o dia 27 de fevereiro, no Parque Moinhos de
Vento (Parcão), em Porto Alegre, marcará o lançamento estadual
da mobilização. No palco, a partir das 17h, estarão Nei Lisboa,
The Hard Working Band e Pagode do Dorinho. Várias atividades estão
sendo preparadas também para o interior do estado. Além do reajuste
salarial de 13%, os professores estão reivindicando o reconhecimento
e a remuneração da Hora-Atividade (trabalho extraclasse desenvolvido
na preparação de aula e correção de provas), unificação do calendário
escolar anual e melhoria nos percentuais de adicional por aprimoramento
acadêmico.
“Nos últimos
anos, as escolas vêm reajustando as mensalidades bem acima do
reajuste salarial dos professores e funcionários sob a justificativa
de investimentos pedagógicos”, destaca Marcos Fuhr, diretor
do Sinpro/RS. De 1996 a 1999, o salário dos empregados foi reajustado
em 47,94%. As anuidades do ensino básico, por sua vez, subiram
em média 84,25% no mesmo período. As do ensino superior tiveram
alta média de 86,01%. “Basicamente as escolas têm investido em
infra-estrutura, como a construção de novos prédios e ginásios
de esporte”, revela Fuhr. “Agora chegou a hora de discutirmos
investimentos no salário dos professores e funcionários”.
O reajuste
de 13%, de acordo com o dirigente, combina a projeção inflacionária
até o mês de fevereiro, com base no INPC/IBGE, e a média de reajuste
das mensalidades escolares. No cálculo também foi considerado
um aumento real de salário. Duas universidades já anunciaram reajustes
de mensalidades: a PUC confirmou os 11,4% e a Unisinos vai adicionar
12,24% às mensalidades.
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