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A cultura
da juventude é um espanto!
Pesquisa feita
pela Fundação Perseu Abramo – Juventude: Cultura e Cidadania –
revela um quadro que pode bem dar conta do fosso que existe entre
os jovens e a cultura. Seis de cada dez pesquisados nunca foram
a um show de rock ou coisa que o valha e oito jamais assistiram
a um espetáculo de música erudita.
Mais grave:
metade deles nunca botou os pés em um museu ou em um teatro, três
em cada dez nunca foram a um show de música brasileira e 15%,
na média, declararam jamais ter ido ao cinema. Na faixa de menor
renda pesquisada pela Fundação, 27% dos jovens disseram nunca
ter ido ao cinema.
Foram ouvidos
1.806 pessoas entre os 15 e 24 anos das nove maiores regiões metropolitanas
do país. Há quem diga que os jovens gostam de outras coisas e
é verdade: sete de cada dez declararam, na mesma pesquisa, que
foram ao shopping nos últimos 30 dias.
Seqüestrador
também tem mãe
Não foi apenas
a família da professora Geísa Gonçalves quem sofreu com a morte
estúpida da filha, em situação ainda não esclarecida pelas autoridades.
A mãe do seqüestrador Sandro do Nascimento ainda não pôde dispor
do corpo do filho devido à uma confusão de nomes. Registrado na
Polícia como Sandro, o seqüestrador asfixiado pelos policiais
cariocas na verdade se chamava Alessandro Júnior da Silva. Sua
mãe, Elza da Silva, ainda sofre para enterrar o filho, de 21 anos,
que havia sobrevivido à chacina da Candelária (1993). O corpo
dele continuará no IML até que a faxineira – desempregada – consiga
provar que é realmente mãe do seqüestrador. A trajetória de Alessandro
não é surpreendente entre meninos e meninas excluídos: aos três
anos, foi dado pela mãe a uma vizinha, que morreu assassinada
quatro anos mais tarde. Daí ele foi parar nas ruas, onde “morou”
até 1998. Nesse ano, procurou Elza e viveu com ela até março de
1999, quando voltou às ruas. Nunca teve emprego, nem estudo, nem
família. Alessandro da Silva não tinha documentos ou escolaridade.
Apenas duas passagens pela Polícia, como Sandro do Nascimento:
em 1997, por furto, e em 1998, por tentativa de assalto. E respondia
a outros dois processos, por furto e uso de drogas.
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