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Profissional
de dois palcos
Dóris
Fialcoff
Professor
e ator. Esse é José Baldissera, que enquanto estudava História,
Filosofia e Letras para dar aulas, também aprendia as artes do
palco na época do auge do teatro universitário. Década de 60,
claro. O gosto pelas duas profissões nasceu dos constantes estímulos
da mãe, que lhe dizia: “Faz teatro, meu filho. É tão bonito! Se
eu não tivesse sido professora, seria atriz”. E assim foi. E assim
é: sala de aula e palco. Nos últimos três anos, às voltas com
um mestrado, precisou reduzir um pouco o tempo dedicado às peças,
por isso parou de fazer teatro profissional e está matando a saudade
do teatro universitário. Aliás, ele deixa claro que a única diferença
entre os dois estilos é que o teatro profissional exige maior
disponibilidade de horários, afinal são mais ensaios, muitas apresentações,
viagens, etc.
Mas, para
Baldissera, sua alma de ator só aprimora a de mestre. “O professor
é um ator que não interpreta um personagem, mas a si mesmo. Ele
é um ator na comunicação, na empatia, e que tem platéia”, compara.
E aí também entra questões técnicas, como a fala. Sorrindo, ele
relembra quando quis começar a fazer teatro e tinha o problema
de “engolir” parte das palavras. Não deu outra: “eu fui fazer
um teste e o diretor disse que se eu quisesse mesmo ser ator,
primeiro teria de aprender a falar”. Foram vários cursos de dicção
e muito treino. Hoje, as palavras de Baldissera continuam no mesmo
ritmo acelerado e articulado - assim como o seu pensamento -,
porém, como ele mesmo diz, “eu pronuncio todas as sílabas”. Ótimo
para um professor.
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Coisa de mestre quer revelar o perfil humano e o trabalho dos
profissionais do Magistério. Se você conhece algum
professor que desenvolva outras atividades de forma profissional
ou como hooby, faça contato com o Extra Classe. A Redação
agradece
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