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Entidades
privadas podem absorver diferença de custos
Cálculos do
líder estudantil da Unisinos indicam que a universidade gera R$
120 milhões receita por ano, sem contar os R$ 27 milhões repassados
pelo governo federal como verba a ser utilizada na construção
de novos prédios. “Temos convicção de que a universidade tem condições
de absorver o impacto gerado com o fim da filantropia”, ataca
Marcos Hister. A intenção do DCE era de promover uma auditoria
contábil nos livros da instituição, mas a iniciativa acabou esbarrando
na falta de recursos. Seriam necessários R$ 12 mil para fazer
a auditoria, o que significa toda a verba anual do diretório.
“Estamos tentando novos caminhos para fiscalizar e calcular um
valor justo para o crédito”, revela.
O pró-reitor
comunitário de extensão da Unisinos, Vicente Sant'Anna, confirmou
que o orçamento anual da universidade chega a R$ 120 milhões,
“criteriosamente aplicados de acordo com o projeto pedagógico”.
O dinheiro federal, segundo ele, vai ser pago em dez anos. No
dia 25 de junho, o reitor Aloysio Bohnen enviou mil cartas para
alunos, professores e funcionários onde ratifica a decisão da
instituição em manter o valor do crédito em R$ 147. O reitor alega
que a folha de pagamento consome 70% dos custos da universidade,
razão pela qual repassou os 12,9% para as mensalidades - resultante
do fim da filantropia - a partir de abril.
Sant'Anna
disse, ainda, que a universidade está disposta a se reunir com
os alunos para explicar como chegou ao valor da mensalidade. A
data de pagamento, outra reclamação dos estudantes, não será alterada.
Neste encontro, a reitoria também quer discutir os critérios de
concessão do crédito educativo e das bolsas de ensino.
A Universidade
Luterana do Brasil (Ulbra) voltou atrás no reajuste de 11,98%
após os protestos dos estudantes, que resultaram em quebra quebra
e ação da Brigada Militar. E aguarda a votação, no Congresso Nacional,
do projeto que altera dispositivos na lei da filantropia. “Estou
torcendo para que não aumentem as mensalidades”, diz Jussara Bordin,
aluna do curso de Psicologia. Para ela, os valores atuais dos
créditos já são “exorbitantes”.
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