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Como
cuidar da voz, instrumento básico de trabalho do professor?
Dóris
Fialcoff
A
fonoaudióloga Rosângela Marostega Santos, do Clinicentro Petrópolis,
em Porto Alegre, inicia as recomendações alertando que o professor
deve preocupar-se com sua saúde vocal e a forma como utiliza a
voz, uma vez que é considerado um modelo a ser seguido. E ela
ensina como fazer isso:
- Beba água,
em temperatura ambiente, inclusive durante as aulas;
- Roupas muito
apertadas na cintura e no pescoço prejudicam a respiração e o
bom desempenho vocal;
- Não fale
muito durante quadros gripais ou crises alérgicas. Nesses casos,
faça gargarejo com água morna e um pouco de sal; não grite para
competir com os ruídos externos;
- Não coma
demais antes da aula, nem ingira alimentos pesados, condimentados,
leite e derivados;
- Tossir e
pigarrear são hábitos que agridem as cordas vocais. Prefira engolir
saliva ou beber água;
- Ingira maçã
nos intervalos das aulas. A fruta tem propriedade adstringente
(deixa a saliva mais fina);
- Evite o
fumo, que irrita as cordas vocais e é um dos maiores causadores
de câncer de pulmão e laringe;
- Técnicas
de massagem, relaxamento e alongamento podem auxiliar no equilíbrio
da musculatura corporal, imprescindível para uma boa voz;
Se, mesmo
seguindo esses cuidados, ao falar sentir cansaço, ardência, dor
na garganta ou rouquidão por mais de duas semanas, procure um
otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo.
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A coluna Pergunta de mestre é publicada mensalmente pelo
Extra Classe. Suas questões podem ser enviadas pelo e-mail
comunica@sinpro-rs.org.br
ou pelo telefone (51) 211-1150
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