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A
edição do mês de abril está muito interessante
pois aborda a política e os meios de comunicação.
As reportagens foram realizadas com maestria por seus jornalistas,
demonstrando um mundo encoberto pelos outros jornais que são
super-superficiais.
Parabéns,
Alexandre Brusch, estudante
Quero sugerir uma matéria sobre inclusão de crianças
com NEE no ensino regular. Coloco-me à disposição
para dar maiores informações sobre o assunto, inclusive
sobre um projeto de teatro-educação estamos apresentando
em escolas da rede particular de ensino no RS e SC.
Um abraço
Ângela Coronel, professora
Olá redação!
Em primeiro lugar Parabéns pelo excelente trabalho. Profundidade
e relevância dos temas abordados fazem do jornal um dos
mais esperados do mês, a garantia de uma noticia independente
e séria. Vocês conquistaram o produto em extinção:
a credibilidade!!! Mais uma vez parabéns. O trabalho de
vocês me deixa orgulhosa em ser professora e jornalista!
Ana Cláudia Klein, professora
e jornalista
Carta aberta para Rubem Alves
Caro
Rubem,
Permita-me
tratá-lo com familiaridade. É que a literatura e
as afinidades são assim: nos fazem pensar próximos
do objeto de nosso cuidado. E cuido que, embora não te
conheça, conheço alguma coisa do teu pensamento,
que aprendi a admirar.
Mas hoje ouso
um convite: apreciar e corrigir estas linhas que ora vão.
Começo
com o Gilberto, professor de química lá do João
Paulo I, e meu antigo colega do amado e lendário Santa
Rosa de Lima da Tia Amélia, do Sany, do querido Landromar
e do Kid Pinga...
Pois bem,
o Giba, em suas aulas, não prioriza a informação
como substrato pedagógico: familiariza-se logo com os alunos,
pega-os pelo braço, enfim, transborda calor humano. Desta
forma, conquista pra si e pra sua aula atenção e
simpatia de todos.
Também
em Química, contamos com a Adriana, que adota uma postura
mais enérgica em sala de aula, tratando com rigor materno
os casos de alheamento e indisciplina.
Tudo bem,
mas onde quero chegar? Explico-me. Em artigo no Jornal do Sinpro
de março de 2002, tu questionas o sistema escolar e sua
medonha vocação de engaiolar as gentes, quer sejam
educandas, quer sejam educadoras. Queres uma escola, como nós
todos a queremos, que permita o pensamento, a curiosidade, a vida
sem respostas prontas. Mas tê-la, escola viva, como?
Aí
me vem o que, Rubem, tu provocas com sucesso, o questionamento:
será que o Giba e a Adri, mão no ombro e dedo em
riste, não são as pontas de um círculo que
se fecha para abrir? Isto é, não são partes
de um jogo em que a saída é o pensamento do aluno?
Comparando, falando mal e bem, que aprende com um e com outro
brinca, que brinca com outro e aprende com um, nosso aluno já
não está se aventurando, percebendo dedo em riste
como abraço e abraço como dedo em riste?
Eu mesmo às
vezes digo pras turmas de ensino médio: literatura pode
servir pelo menos pra mostrar pra ti que pra ti serve pra nada!
Triste? Não, porque as cartas (ou e-mails) estão
à mesa sem rodeios ou disfarces. Não, porque o aluno
pode gostar da minha franqueza. Não, porque o aluno pode
sentir-se provocado. Não, porque o aluno sabe que a literatura
o ajudará a passar de ano ou no vestibular, e então
concluir que exagerei. Não, porque o aluno pode pensar
que estou sendo irônico ou parceiro dele. E não porque
sobretudo o meu trabalho, o das Adris e Gilbertos espalhados por
aí, podem desmentir nossas idéias mais amargas.
Então,
caro Rubem, viva a inútil saga do saber de tabuada! Pode
ser que só de raiva um aluno nosso sinta falta da Adriana
e do Gilberto e saia a construir asas de cera, como a vida é.
E pode ser
que, ensino médio feito, eles continuem vindo aqui aos
montes (como têm vindo), nos seguintes anos, com suas fotos
e sorrisos, novas pastas mas as caras mesmas, as de raiva.
Prof.Ms.
Marlon de Almeida
Universitário
e João Paulo I
Autor de Domingo
de Chuva e outras publicações de poesia
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