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Pax americana
Enquanto
a mídia local da Venezuela se omitia de divulgar que a
população mais pobre, diga-se de passagem a maioria,
saía às ruas reivindicando a restauração
da democracia, a agência de notícias Reuters divulgava
o seguinte texto, publicado em português pela Folha On Line:
: Apesar de a mídia local ignorar a reação
da maioria pobre da Venezuela, na periferia de Caracas Chávez
é considerado mais herói do que nunca. Simultaneamente
a revista Época, pertencente ao grupo Globo, praticamente
comemorava o golpe que derrubara Chávez, mesmo já
tendo o mesmo voltado para sua cadeira presidencial. Golpe se
comemora?
Independente das notícias, o fato é que fica muito
difícil prever o que vem por aí, tanto na Venezuela,
como na Argentina e quem sabe no próprio Brasil. O descontentamento
norte-americano com Chávez ficou evidente com o reconhecimento
instantâneo e suspeito do presidente golpista. Os EUA também
não andam nada contentes com o Brasil. Portanto nossos
quintal pode não estar tão seguro quanto se imagina.
Vejam o que diz Kenneth Maxwell, historiador inglês radicado
nos EUA, e autor de vários estudos sobre a realidade brasileira,
em seu recente artigo publicado pelo suplemento Mais! (Folha de
S.Paulo, 7/4/2002) : Haverá discussões intransigentes,
decisões difíceis e pouca tolerância para
com os sofismas já tradicionais vindos do lado latino-americano
e com as expressões de solidariedade vazias de significado
proferidas pelo lado americano. E, como as tendências parecem
estar indicando, essa mudança vai ajudar o México
a fortalecer seu papel de interlocutor latino mais destacado em
Washington, ao passo que o Brasil será relegado à
margem ou, o que é pior, a um isolamento hostil, dentro
de um conjunto reconfigurado de prioridades americanas no hemisfério
Ocidental. A afirmação é de Kenneth
Maxwell, historiador inglês radicado nos EUA, e autor de
vários estudos sobre a realidade brasileira, em seu recente
artigo publicado pelo suplemento Mais! (Folha de S.Paulo, 7/4/2002).
Fica a pergunta: a quem pertence nosso futuro?
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