Fotos: Divulgação

Uma câmera na mão, uma causa na cabeça

Tetê Moraes nasceu em 22 de janeiro de 1943. É jornalista, produtora e diretora. Formou-se em Direito em 1966, e trabalhou na imprensa carioca de 1967 a 1970, quando teve de exilar-se. Viveu no Chile, nos Estados Unidos, na França e em Portugal. Fez Mestrado em Comunicação na American University, em Washington D.C. (EUA). Foi professora do Departamento de Comunicação da PUC/RJ e fez filmes, vídeos e programas para televisões brasileiras e estrangeiras.

O filme Terra para Rose, lançado em 1987, arrebatou o prêmio de melhor filme no 9º Festival Internacional de Havana, em Cuba (1987), quatro prêmios na 17ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia (1988) e seis prêmios no 20º Festival de Brasília (1987).

ambém tem a narração de Lucélia Santos. A fita dura 84 minutos e traz cenas de momentos importantes da História do Brasil, com declarações dos políticos que se sucederam no Ministério da Reforma Agrária durante o governo de José Sarney, período denominado de Nova República: Dante de Oliveira, Nelson Ribeiro e Marcos Freire. Mostra a marcha de 28 dias dos sem-terra da Fazenda Annoni até Porto Alegre, e o acampamento do grupo em frente à sede do Incra, na Capital. O fazendeiro Bolívar Annoni, proprietário da fazenda desapropriada, também dá seu depoimento. Terra para Rose está disponível em vídeo.

O Sonho de Rose, 10 anos depois, lançado no ano passado, recebeu o prêmio Melhor Documentário Júri Popular, no Festival do Rio BR 2000. Foi eleito Melhor Documentário pelo Júri Popular da 24ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2000. Ganhou o prêmio Documentário “Memória” Júri Popular, no 22º Festival do Novo Cinema Latino-Americano Havana- Cuba 2000, e Melhor Filme Júri, Popular Prêmio Especial do Júri no 8º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá 2000.

Antes de O Sonho de Rose virar filme, Tetê Moraes lançou-o em vídeo, em 1996, com o patrocínio do Incra/Pnud. O vídeo, que tinha a duração de uma hora e 46 minutos, ganhou o prêmio “Margarida de Prata”, da CNBB, como o melhor de 1997, e o “Troféu Mercosul”, na Jornada de Cinema da Bahia, no mesmo ano.

as a intenção da diretora era fazer um trabalho que pudesse chegar a um público mais amplo. Foi assim que surgiu a idéia de transformá-lo em filme. Um mal-entendido com o Incra atrasou o lançamento no novo formato. Resolvido o impasse, e com o patrocínio da BR Petrobrás, obtido pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, Tetê fez a versão para o cinema e reeditou todo o material, deixando-o com 92 minutos. A finalização para cinema e o “transfer” de vídeo para filme foi feita no laboratório DuArt, em Nova York, utilizando o processo de laser. A mixagem foi feita em dolby-digital por Roberto Leite, no estúdio de som do CTAv da Funarte, no Rio de Janeiro. Junto com outras parcerias importantes, garantiu a qualidade final da fita, elogiada em todos os festivais.

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