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O destino
de vários e os interesses de alguns
Enquanto
boa parte da população está querendo saber
se a feiticeira tomou ou não anabolizantes, o Senado iniciou
no último dia 26 de fevereiro as primeiras audiências
públicas referentes à proposta de flexibilização
da CLT apresentada pelo Ministério do Trabalho no ano passado
e já aprovada na Câmara Federal. Parece que mais
uma vez o rolo compressor de FHC conseguiu submeter o destino
de milhões de trabalhadores brasileiros aos interesses
de grupos e corporações de empresas. Mas isso só
se consolidará se aprovado no Senado. Com exceção
da CUT, as demais centrais sindicais engrossam o cordão
dos que apóiam a tramóia, inclusive patrocinando
festas com artistas populares em São Paulo para endossar
a mudança. Assim, se for votado até o final do mês
de março no Senado e aprovado, poderemos ter no Brasil
um sucateamento das conquistas trabalhistas do século,
de forma semelhante ao processado na Argentina, onde absurdos
ocorreram, como o de alguns acordos coletivos só permiterem
30 dias de férias após 20 anos de trabalho. Estamos
retrocedendo na história aos tempos de barbárie
e escravidão, aos poucos, que é para não
assustar o eleitorado.
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