Repensando
as cadeias produtivas
| Foto:
René Cabrales |
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Dejanira
(em pé ao fundo) dá aulas gratuitas de corte
e costura para seus alunos na Vila São Pedro
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A economista
espanhola, representante da Rede de Economia Alternativa e Solidária
(Reas), Carola Reintjes, também participou da conferência
- inserida no eixo temático A Produção
de Riquezas e a Reprodução Social - e afirmou
que a economia solidária repensa a organização
das cadeias produtivas. Ela não está baseada
na competição, é horizontal, integradora
com o objetivo de aumentar a igualdade social. Conforme
a economista, a coluna vertebral do modelo de economia
solidária é formada prioritariamente pela autonomia
dos grupos, pela propriedade e controle social dos processos
produtivos, comerciais e financeiros, pela produção
a partir das realidades locais e pela auto-sustentação.
A economia solidária busca a produção
de bens públicos para a comunidade, declarou. Carola
Reintjes apontou ainda alguns desafios a serem superados pelo
modelo: compor um mapa da economia solidária no
mundo, realizar articulações coletivas dentro
da esfera financeira, estabelecer estratégias com os
movimentos sociais e constituir alianças internacionais
de economia solidária.
No entanto, a economista sublinhou que o maior desafio é,
sem dúvida alguma, reconstruir as condições
macroeconômicas partindo do ser humano e desconstruir
o modelo econômico dominante. Precisamos entender
que o ritmo da mudança é lento e complexo, uma
vez que estamos sobrecarregados de velhos vícios.
Carola criticou a lógica neoliberal que se vende como
único modelo econômico possível.
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