Alternativa
para produzir riqueza
Para o sociólogo
Jean Louis Laville a primeira condição para que
a economia solidária seja o fundamento de uma globalização
humanizadora é justamente desfazer a idéia de
que a economia se reduz ao mercado. O triunfo do neoliberalismo
é nos fazer crer que só o mercado produz riqueza,
garante. E contesta: a solidariedade é criadora
de riqueza material e também cultural, por isso o pensamento
único de mercado deve ser substituído pela percepção
da realidade da economia que é diversa, plural.
Laville vai além e adverte que os neoliberais somente
estão de acordo em ceder espaço para a economia
solidária, sob a condição de que seja apenas
uma economia de reparação, de caridade para os
pobres, o que atenuaria os efeitos da pobreza, sem combater
as causas.
O economista francês, especializado em desenvolvimento,
René Passet afirma num dos trechos de seu livro mais
recente A Ilusão Neoliberal que na
realidade, dois fatores - o homem e o capital - associam-se
para transformar a natureza. A economia construída exclusivamente
segundo a lógica do segundo não passa de uma ciência
truncada, uma simples lógica das coisas mortas,
pura ausência de sentido estabelecida sobre uma inversão
de finalidades. Mas existe outra baseada nos imperativos da
pessoa humana, ressituando as coisas em seu verdadeiro lugar
de finalidade ou instrumento: a economia servidora, não
senhora.
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Em busca da globalização
do bem
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