Mercado total e egoísmo globalizado

O economista e professor da Universidad Nacional de General Sarmiento, da Argentina, José Luiz Coraggio, também presente no FSM, lembrou que as teorias econômicas neoliberais tiveram a intenção, nas últimas três décadas de impor o princípio de um mercado total. “Por essa teoria, toda a atividade humana fica melhor organizada se cada um, de forma egoísta, tentar conseguir o melhor para si e desta concorrência sem limite supostamente se beneficiaria toda a humanidade”, protestou.

Coraggio disse que uma prova da importância da economia solidária é a multiplicação de pesquisas em nível universitário sobre o tema. Para ele a proposta precisa ampliar-se no âmbito da educação, introduzindo o tema nos currículos do ensino fundamental. Ressaltou ainda que a proposta de auto-sustentação da economia solidária não significa criar nichos isolados. Pelo contrário: segundo ele, as experiências locais devem relacionar-se em nível global.

O sociólogo senegalês do Instituto Fundamental da África Negra, Abdou Salam Fall, que participou do seminário Economia Popular Solidária (realizado no dia 02 de fevereiro), ressaltou a importância da criação de uma rede solidária, que se estruture no mundo inteiro, propondo intercâmbio de caminhos econômicos para favorecer as dinâmicas sociais, e a criação de outro caminho comercial. “Precisamos obter respostas em vários países para conquistar direitos para aplicá-los mundialmente. A tendência ainda é a empresa tradicional, mas estamos progredindo”.

 

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