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No último Domingo de fevereiro, 28, a categoria ocupou o Brique da Redenção, um dos espaços mais democráticas da capital gaúcha, para fazer o lançamento público da campanha de 1999. A atividade contou com mais de cem pessoas e teve receptividade calorosa do público presente.
Bote essa pilha. Com esta
chamada, os professores da rede particular de ensino do Rio Grande do Sul lançaram a
campanha salarial deste ano no último Domingo de fevereiro, 28, no Brique da Redenção,
um dos espaços mais democráticos da capital gaúcha e palco de diversas manifestações
políticas e culturais. O ato, que contou com a participação de mais de cem pessoas, foi
animado por um grupo musical e teve grande receptividade pelo público presente.
Na manifestação, os professores apresentaram à sociedade suas principais reivindicações, aprovadas na assembléia geral realizada em dezembro passado. A pauta foi entregue ao sindicato patronal no dia 27 de janeiro e as negociações do dissídio aconteceram neste mês. O Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) está organizando atividades similares à do dia 28 nas maiores cidades do Interior do Estado. "Queremos, com isto, informar toda a sociedade gaúcha não só de nossas pedidas com também da real possibilidade das escolas atenderem nossas reivindicações", explica o professor Amarildo Pedro Cenci, diretor do Sinpro/RS.
Entre os pontos de pauta da Convenção Coletiva de Trabalho para 1999 está o reajuste salarial de 5%, a remuneração da hora-atividade (trabalho desenvolvido fora da sala de aula, como a preparação de temas didáticos, correção de provas e avaliação), o aumento no adicional por aprimoramento acadêmico e o pagamento integral do plano básico de saúde.
A proposta da hora-atividade prevê a destinação de 4% da carga horária para o trabalho extraclasse ainda neste ano. "Este percentual deverá totalizar, ao final de cinco anos, 20%", diz Cenci. Ele lembra que o ensino público e até mesmo algumas instituições privadas já remuneram a hora-atividade. "Queremos que isto seja regra na rede privada", acentua.
Os professores também querem um
aumento no adicional por aprimoramento acadêmico. "As escolas, na sua grande
maioria, não participam dos investimentos que o professor faz para a sua qualificação
profissional (cursos de especialização e pós-graduação), mas se beneficiam
diretamente disso na medida em que resulta em maior qualidade no serviço prestado pelas
próprias instituições", justifica o diretor do Sinpro/RS.
A solicitação da categoria é de que os professores do ensino pré-escolar ao médio, com licenciatura plena ou pedagogia, passem a receber adicional de 5%; aqueles que tem mestrado, 15%; e os professores do ensino superior, com doutorado, adicional de 25%.
Os professores reivindicam ainda o pagamento integral do plano de saúde por parte dos estabelecimentos de ensino. A cláusula do acordo vigente limita a participação das escolas em no máximo 50% dp lano básico.
[Manual
de economia para os associados]
[Sinpro/RS lança
campanha de sindicalização em todo o estado]
[Notas]