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Física
de uma forma descomplicada
O professor
Santos Diez Arribas sistematizou em livros como construir aparelhos
e laboratórios com materiais encontrados no cotidiano
Da Redação
Os
fenômenos físicos, em geral, fazem parte do dia-a-dia de todos,
mas não raro provocam nós na cabeça dos alunos de primeiro e segundo
grau. E, justamente com objetivo de desmistificar e simplificar
a compreensão de conteúdos considerados complexos, é que o professor
do curso de Mestrado em Física da Universidade de Passo Fundo,
Santos Diez Arribas, sistematizou em livros formas para tornar
simples sua compreensão. Na universidade, ensina os professores
a criarem diversos aparelhos que possibilitam o ensino Física
nas escolas, e, é justamente o resultado deste trabalho que está
registrado nos livros Experiências de Física na Escola, voltado
para o ensino fundamental e Fenômenos Ondulatórios A física pela
experiência (Fenômenos óticos), direcionado para o nível médio.
Todas as experiências
referentes aos conteúdos de 5ª a 8ª séries (ar, água e sistema
solar) se utilizam destes aparelhos, que em geral são confeccionados
com materiais igualmente encontrados no cotidiano e de baixo custo,
o que torna simples a criação de laboratórios de física em escolas
públicas, com poucos recursos. Para se ter uma idéia é possível
criar uma representação do sistema solar utilizando um tijolo,
um ripa de madeira e uma lâmpada. Também ensina a fazer dinamômetro
para medir forças e um cubo de ondas para estudar o comportamento
da água em um plano inclinado. No livro tudo isso aparece de forma
simples de explicar, inclusive com um manual passo a passo para
a construção dos aparelhos. Com isso, diz o professor Diez Arribas,
se parte da experiência para somente depois se chegar à teoria.
Para ele, este é o processo natural de entendimento da Física,
pois quando os fenômenos foram explicados e trazidos a luz da
ciência, primeiro houve a observação do cientista para depois
ser formulada a teoria a partir de cada experimento. “Por que
deveria ser diferente no aprendizado?”, questiona o professor.
Para o nível
médio as experiências ficam mais complexas: Força, energia térmica,
acústica, ótica, eletricidade e magnetismo são os temas. A fórmula
é simples, buscar a aplicabilidade no cotidiano.
“A física
não ocorre no laboratório, mas a nossa volta. O laboratório deve
servir apenas para ilustrar a realidade que não pode ser vista
a olho nu”, diz Arribas. O mestre é completamente avesso às “decorebas”,
estabelecendo três pilares para o aprendizado da física: observação,
análise e posicionamento crítico. “A física não pode ser vista
como uma coisa sem vida. Ela é a própria vida. Nós ensinamos vida”,
sintetiza o professor do alto de seus 50 anos de magistério. Os
dois livros são editados pela Editora da Universidade de Passo
Fundo. Editora da UPF (54) 316 8373 e e-mail: ediupf@upf.tche.br.
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