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O vale-tudo
pré-eleitoral
A proximidade
das eleições municipais acirrou disputas entre candidatos
a prefeituras e vereanças. Às habituais apelações
de fim de campanha acompanhadas de baixarias nunca
incomuns nessas situações foram adicionados apoios
nas esferas estaduais e federal como esperança de uma pouco
provável reviravolta às vésperas da eleição.
Entre esses providenciais apoios, destaque-se uma indisfarçada
atuação do próprio governo federal em busca
de votos para os candidatos com os quais simpatiza ou os quais
simpatizam com a administração FHC. Coincidentemente
próximo às eleições, o governo central
largou pelo menos duas bombas demagógicas.
A primeira
delas foi o anúncio da reposição do FGTS
que foi surrupiado dos contribuintes nos governos
Sarney e Collor. Apesar do anúncio de FHC, ou até
mesmo por causa dele, o Sinpro decidiu ajuizar uma ação
coletiva (veja mais detalhes nesta edição na página
15). Na sexta-feira, dia 29, ante-véspera das eleições,
nova manobra do governo federal com intenções obviamente
eleitoreiras com o anúncio da liquidação
de contratos dos mutuários do sistema habitacional com
débitos anteriores a 1987. O benefício caça-votos
veio via mais uma famigerada Medida Provisória, espécie
de Ato Institucional e pau para toda obra criado pelo governo
de FHC.
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