|

Quem
é quem no Terceiro Setor
O primeiro
setor é o governo, que é responsável pelas
questões sociais. O segundo setor é o privado, responsável
pelas questões individuais. Com a crise do Estado, o setor
privado começou a ajudar nas questões sociais, através
das instituições que compõem o chamado terceiro
setor.
Fundações
- são as instituições que financiam o
terceiro setor, fazendo doações às entidades
beneficentes. No Brasil, temos também as fundações
mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos
próprios. O conceito de fundação é,
justamente, o de acumular fundos nos anos bons para poder usá-los
nos anos ruins.
Tamanho
- O terceiro setor possui 12 milhões de pessoas, entre
gestores, voluntários, doadores e beneficiados de entidades
beneficentes, além dos 45 milhões de jovens que
vêem como sua missão ajudar o terceiro setor.
Entidades
Beneficentes -
São as operadoras de fato, cuidam dos carentes, idosos,
meninos de rua, drogados e alcoólatras, órfãos
e mães solteiras; protegem testemunhas; ajudam a preservar
o meio ambiente; educam jovens, velhos e adultos; profissionalizam;
doam sangue, merenda, livros, sopão; atendem suicidas às
quatro horas da manhã; dão suporte aos desamparados;
cuidam de filhos de mães que trabalham; ensinam esportes;
combatem a violência; promovem os direitos humanos e a cidadania;
reabilitam vítimas de poliomelite; cuidam de cegos, surdos-mudos;
enfim, fazem tudo.
Entidades
Sem Fins Lucrativos - Infelizmente, muitas entidades sem fins
lucrativos são, na realidade, lucrativas ou atendem os
interesses dos próprios usuários. Um clube esportivo,
por exemplo, é sem fins lucrativos, mas beneficia somente
os seus respectivos sócios. Muitas escolas, universidades
e hospitais eram no passado, sem fins lucrativos, somente no nome.
Organizações
Não Governamentais (ONGs) -
Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços
a pessoas diretamente. Uma ONG que defenda os direitos da mulher,
fazendo pressão sobre nossos deputados, está ajudando
indiretamente todas as mulheres.Empresas Com
Responsabilidade
Social - A Responsabilidade Social, no fundo, é sempre
do indivíduo, nunca de uma empresa jurídica. Caso
contrário, as pessoas repassariam as suas responsabilidades
às empresas e ao governo, ao invés de as assumirem
para si. Algumas empresas vão além da sua verdadeira
responsabilidade principal, que é fazer produtos seguros,
acessíveis, produzidos sem danos ambientais, e de estimular
seus funcionários a serem mais responsáveis.
Empresas
Doadoras - Das 500 maiores empresas brasileiras, somente 100
são consideradas parceiras do terceiro setor. Das 250 empresas
multinacionais que têm negócios no Brasil, somente
20 são admiradas. A maioria das empresas consideradas parceiras
são pequenas e médias e são relativamente
desconhecidas pelo grande público.
Elite Filantrópica
- Ao contrário de Ted Turner, Bill Gates e dos 54 bilionários
que o Brasil possui, somente 2 são considerados bons parceiros
do terceiro setor (Jorge Paulo Lehman e a família Ermírio
de Moraes). A maioria dos doadores pessoas físicas são
da classe média. Esta tendência continua na classe
mais pobre. Quanto mais pobre, maior a porcentagem da renda doada
como solidariedade.
Pessoas
Físicas - No mundo inteiro, as empresas contribuem
somente com 10% da verba filantrópica global, enquanto
as pessoas físicas, notadamente da classe média,
doam os 90% restantes. No Brasil, a nossa classe média
doa, em média, 23 reais por ano, menos que 28% do total
das doações. As fundações doam 40%,
o governo repassa 26% e o resto vem de bingos beneficentes, leilões
e eventos.
Empresas
Juniores Sociais - Nossas
universidades pouco fizeram para o social, apesar de serem públicas.
É raro encontrar um professor universitário assessorando
uma ONG com seus conhecimentos. Nos últimos anos, os alunos
criaram Empresas Juniores Sociais, nas quais os alunos das escolas
de Administração ajudam entidades.
Fonte:
www.kanitz.com.br
|