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Contemporaneidade
na Bienal
Três
vertentes estarão presentes na 3ª Bienal do Mercosul
retratando a arte contemporânea. No Hospital Psiquiátrico
São Pedro, o visitante entrará numa espécie
de labirinto, onde vai vivenciar sensações e descobrir
cada canto de um espaço físico esquecido pela cidade.
Na Cidade dos Contêineres, no Parque Maurício Sirotsky,
o espectador encontrará 51 contêineres brancos formando
uma paisagem inovadora e contendo trabalhos singulares. Já
a terceira vertente mostrará a pintura vista sob ângulos
menos convencionais, nos quais os artistas se apropriam de seus
elementos para produzir obras relacionadas ao seu tempo. Para
fazer um contraponto com esta exposição, ela terá
como palco o Santander Cultural, um prédio construído
dentro de linhas neoclássicas francesas.
Foto:
René Cabrales

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Montagem
da Cidade dos Contêineres
no Parque Maurício Sirotsky
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Em seis locais
de exposição se dividem 400 obras de mais de 120
artistas brasileiros (14 estados representados) e estrangeiros,
entre eles Enrica Bernadelli (Rio de Janeiro), Félix Bressan
(Rio Grande do Sul), Nora Correas (Argentina), Valia Carvalho
(Bolívia), Carlos Leppe (Chile), Miguel Aguirre (Peru)
e Marcos Maggi (Uruguai). O homenageado deste ano será
o artista plástico multimídia Rafael França
nas edições anteriores foram Xul Solar e
Iberê Camargo. Morto prematuramente em 1991, França
consolidou sua carreira artística em pouco mais de 10 anos,
vivendo em Porto Alegre, São Paulo e Chicago. Sua obra
estará exposta no Memorial do Rio Grande do Sul, sob a
curadoria de Vitória Daniela Bousso.
Outro destaque da mostra é o grupo de obras de Diego Rivera
(1886-1957) que, pela primeira vez, sai do México para
compor, especialmente, a III Bienal. O artista retrata as questões
sociais envolvendo trabalhadores e indígenas. Num total
de 52 obras, a exposição estará presente
no andar térreo do MARGS e compreende praticamente todas
as fases da carreira de Rivera. Retratos da famosa esposa Frida
Khalo também estarão presentes em Porto Alegre.
Em apenas três edições, a Bienal do Mercosul
já conquistou lugar entre grandes mostras, como as bienais
de Veneza e Havana. Na segunda edição, o evento
recebeu cerca de 290 mil pessoas, mas, para este ano, a organização
espera mais de 500 mil visitantes.
| 3ª
Bienal do Mercosul |
Data
e horário
De 15 de outubro a 16 de dezembro
Das 10h às 21h, de terças a domingos
Locais
Margs (Praça da Alfândega)
Memorial do RS (Praça da Alfândega)
Hospital Psiquiátrico São Pedro (Av. Bento Gonçalves,
2460)
Parque Maurício Sirotsky (Cidade dos Contêineres)
Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart,
551)
Entrada Franca
Como
participar
do Projeto Pedagógico
Os professores podem entrar em contato para saber mais sobre
as oficinas e agendamento de visitas e o Seminário
Diversos Olhares com a Fundação Bienal de
Artes Visuais do Mercosul
Rua dos Andradas, 1234, conj. 1006 (Sala do Professor)
Porto Alegre/RS
Telefone (51) 3228-5297
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Necessidades
especiais
Para propor um Projeto Pedagógico, a Fundação
cuidou de todos os detalhes, começando pela base: os monitores.
A seleção foi feita com um exercício onde
o candidato teve que analisar e apresentar a obra da artista Karin
Lambrecht, no Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS). Os
selecionados passaram por seis meses de curso no Instituto de
Arte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde
foram abordadas questões teóricas e práticas
sobre a arte contemporânea. Segundo Margarita, o grupo de
monitores está bem heterogêneo este ano: Temos
jovens estudantes iniciando nesta área e profissionais
que já atuam há algum tempo.
Dentro deste grupo, há quatro monitoras surdas com
domínio de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)
que estarão prontas para atender as escolas de deficientes
auditivos. Já são quatro escolas municipais e três
estaduais, localizadas em Porto Alegre, que fazem parte do grupo
de Necessidades Especiais e visitarão a Bienal. Estamos
à espera de que outras escolas especiais da Região
Metropolitana entrem em contato conosco, para agendarem visitas,
conta a coordenadora.
A Bienal, em parceria com a Fundação de Atendimento
ao Deficiente e ao Superdotado no Rio Grande do Sul (FADERS),
também estuda a preparação de material especial
para deficientes visuais e mentais, dentro do grupo de Necessidades
Especiais.
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