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ULBRA
Toneladas de equipamentos importados
Paulo
César Teixeira
No início de 2001, desembarcaram no aeroporto Salgado Filho
74 toneladas de equipamentos hospitalares, procedentes de Miami
(EUA). Foi a operação de maior volume já
realizada no aeroporto da capital gaúcha de uma só
vez, alardeada com pompa em reportagens nos principais jornais
do Estado. O transporte até a aduaneira de Novo Hamburgo
foi feito por 12 carretas. Os aparelhos representam o que há
de mais avançado em diagnóstico por imagem, radiologia
convencional, tomografia computadorizada, ressonância magnética
e hemodinâmica. Vieram ainda completas Unidades de Tratamento
Intensivo, além de computadores. Alguns diziam que
parte dos equipamentos estava retida na Alfândega e era
preciso desembolsar vultosa soma para liberá-la, sendo
assim explicado o atraso dos salários, informa outro
professor. O investimento no hospital, apenas no que diz respeito
à aquisição de equipamentos, chega a US$
34 milhões.
Os recursos despejados em tecnologia abrangem ainda um dos mais
completos laboratórios de robótica do planeta, montado
pela empresa Eshed Robotec. O LABCIM (Laboratório de Manufatura
Integrada por Computador) começou a funcionar no prédio
12 do campus de Canoas, no início do segundo semestre deste
ano. Está disponível a 500 alunos de Eletrônica,
Desenho Industrial e engenharias Mecânica e Elétrica,
entre outros. Segundo o Jornal da Ulbra, é composto por
um sistema de manufatura flexível totalmente controlado
por computadores conectados em rede e assistidos por softwares
específicos. Coisa de Primeiro Mundo.
Foto:
René Cabrales

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Hospital
no campus central
será inaugurado em breve
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O
costume de propagar aos quatro ventos os investimentos que faz
a Ulbra é uma das universidades privadas que mais
gasta em propaganda, patrocinando, por exemplo, o caderno de Vestibular
e o Guia de Profissões, de Zero Hora , às
vezes, revela-se um tiro que sai pela culatra. Quando os professores
amargavam a incerteza da data em que os salários seriam
postos em dia, informações divulgadas na imprensa
davam como muito adiantadas as negociações para
que a Ulbra passasse a patrocinar o astro Carlão, do vôlei
de praia. A contratação estaria inserida no ambicioso
projeto olímpico da universidade. A infeliz coincidência
causou revolta nos corredores do campus de Canoas. Especulava-se
que Carlão seria contratado por R$ 30 mil mensais. Não
entro no mérito se é justo ou não um esportista
ganhar muito mais do que um educador. A questão é
outra: pagar em dia o salário é uma prioridade óbvia,
diz um professor.
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