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11
anos depois...
Há pouco mais
de 11 anos, precisamente em março de 1988, a revista Vejaapresentava
a seus leitores a mais nova sensação da política brasileira: Fernando
Collor de Mello. Em sete páginas, a revista elogiava o caçador
de marajás, “que conquistou a simpatia dos alagoanos e popularidade
no Brasil inteiro....” Agora foi a vez de Ciro Gomes galgar os
degraus da fama por conta e risco da revista. Com pose de herói,
ele aparece em nove páginas de Veja como o paladino do bom-mocismo:
separou-se da mulher mas se relaciona muito bem com ela; usa roupas
baratas, apesar de ganhar uma fortuna (cerca de R$ 30 mil mensais)
sem se saber muito bem como; já esteve em quase todos os partidos,
sem com isso alterar o que a revista chama de “retórica complexa”;
fuma, mas não na frente dos filhos. Em suma: o protótipo do politicamente
correto. Assim como Collor, apresentado como um rapaz de boa família
que podia usufruir da sua fortuna mas preferiu o caminho da política
para servir ao país. “Em vez disso (de usufruir a fortuna da família),
acabou combatendo marajás, desafiando a aristocracia de usineiros
alagoanos e prometendo passar a limpo a tradição de violência
em seu estado”, brada a revista. 11 anos depois, a história é
bem conhecida: Alagoas continua na miséria, Collor foi eleito
presidente, foi afastado do cargo por corrupção e só não está
preso por obra e graça de um país chamado Brasil. A reportagem
foi fundamental para alavancar a candidatura Collor um ano mais
tarde. A Veja já escolheu de novo: a vez é de Ciro.
Dicas
gramaticais
O professor
de Língua Portuguesa, editor e gráfico Paulo Flávio Ledur lançou
a Agenda Gramatical 2000, editada pela AGE. A publicação, de 350
páginas, contém verbetes em que o autor dá dicas importantes sobre
ortografia, sintaxe, vocabulário e noções gerais da língua portuguesa
praticada no Brasil. A agenda custa R$ 16,00.
Novas
atrações para as crianças
A Câmara Rio-Grandense
do Livro está preparando uma programação especial para as crianças
na 45ª feira do Livro de Porto Alegre (29 de outubro a 15 de novembro).
Além das apresentações de palco, os pequenos contarão com sessões
de autógrafo específico para literatura infantil, oficinas de
contação de história, minishows, musicais, teatro, entre outros.
Agendamentos podem ser feitos pelo telefone 211-4996, com Gerson.
Sanha Privatista
Toda a pujança
globalizada não garantiu ao Brasil o primeiro lugar entre as mil
maiores empresas latino-americanas, escolhidas pela Gazeta Mercantil.
A Petrobrás aparece em terceiro no ranking, atrás da mexicana
Pemex (químico-petroquímica) e da venezuelana PDVSA (químico-petroquímica).
As duas são estatais. Alguns números, além disso, chamam a atenção.
Das cinco maiores do continente, quatro são estatais. Se considerarmos
empresas privatizadas nos últimos cinco anos, seis entre as dez
maiores seriam estatais. Dos quatro países mais importantes do
continente (Brasil, México, Argentina e Chile), em três a maior
empresa é estatal e em um (Argentina) a maior foi recentemente
privatizada.
Educação
orientada
A 16ª revista
da Associação Psicanalítica de Porto Alegre trata da Psicanálise
e educação: uma transmissão possível (155 páginas). Informações
podem ser obtidas pelo e-mail appoa@appoa.com.br ou pelo fone
(51) 333.7922
Assinaturas
Um projeto
original aguarda adesões para ser apresentado à Câmara dos Deputados,
como proposta de iniciativa popular. De autoria do veterinário
pelotense João Alonso Boaz, prevê que 20% do ICMS gerado pelas
empresas seja dividido entre os funcionários e que igual parcela
do IPI tenha a mesma destinação. Além da distribuição de renda,
o projeto tem como objetivo diminuir a sonegação. É que, com direito
a uma parte do bolo, os funcionários do comércio e da indústria
se transformariam em fiscais informais da Receita. A proposta
precisa de um milhão de assinaturas para virar projeto.
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