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A edição
passada do Extra Classe chegou às mãos dos nossos leitores com
uma quantidade pouco recomendável de erros e informações distorcidas,
fruto da premência do tempo e também de uma considerável falta
de cuidado com a qualidade da informação. Desde já consideramos
imperdoável a ocorrência. Portanto, não se trata, aqui, de um
pedido de desculpas. O que devemos salientar é que um jornal,
como outro produto qualquer destinado a um público específico
que procura algo com as suas características, precisa ser mexido
e remexido antes de chegar às mãos do consumidor. Precisa ser
burilado, tratado com respeito e consideração, valorizado, em
linguagem direta, paparicado. Foi isso que deixamos de fazer
em parte da edição passada, pressionados pela urgência industrial
e pelos prazos de circulação. Fica combinado então que não acontecerá
mais. Mas claro que isso é apenas um desejo. Gostaríamos que
não acontecesse mais, mas sabemos que - assim como a febre ou,
para ser mais poético, a paixão - o descuido voltará. Esperamos
que demore bastante. Ou que não venha mesmo. Mas nesse caso nos
arriscamos a ser desmentidos pelos fatos do dia seguinte ou, pior,
do minuto subseqüente. Ainda bem.
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