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Liberdade
de cobertura
Pela
constituição americana, a imprensa pode dizer e
publicar o que quiser sobre os candidatos e as eleições
sem nenhum medo de censura nem obrigação de igualdade
de tempo. Os candidatos podem reagir com processos que são
raros e decididos em tribunais comuns. Não existe um tribunal
eleitoral. E o papel da mídia? A mídia destaca os
insultos e escândalos que envolvem dinheiro e corrupção
de candidatos, mas jamais revela quanto milhões gasta com
lobbies para derrubar leis que criam horários gratuitos
nas televisões e rádios ou que impõem limites
de gastos em campanhas. Geralmente o espaço para eleições
na imprensa norte americana é de 36 segundos por dia. Se
já não dão espaço às próprias
eleições, imaginem às eleições
em outros países, como o Brasil, por exemplo. Nas televisões
americanas, a cobertura para as campanhas eleitorais é
inexistente; na imprensa escrita, ela recebe destaque nos cadernos
de economia que são lidos pelos dez ou quinze por cento
de americanos que sabem onde fica o Brasil.
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também:
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