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Professores
de língua estrangeira com contratos irregulares
A
denúncia é do Sinpro/RS que realizará, no
próximo dia 14, às 16 horas, uma assembléia
de professores de cursos de língua estrangeira para discutir
o enquadramento sindical destes profissionais à entidade.
Segundo o diretor do Sinpro/RS, Cássio Bessa, boa parte
dos estabelecimentos de ensino de língua estrangeira está
assinando a carteira de trabalho dos professores indevidamente
como instrutores, provocando uma série de problemas,
principalmente com relação a aposentadoria dos mesmos.
A assembléia acontecerá na sede estadual do Sinpro/RS
Avenida João Pessoa, 919, em Porto Alegre.
diretor
do Sinpro/RS assegura que os professores de cursos de línguas
não podem ser contratados como instrutores, pois estão
incluídos na abrangência do Sindicato, e os estabelecimentos
de ensino devem cumprir a Convenção Coletiva de
Trabalho, assinada pelo Sinpro/RS e Sinepe/RS, sindicato das escolas.
O Sinpro/RS detém a representação profissional
de todos os professores empregados em estabelecimentos privados
de ensino, da educação infantil à educação
superior, passando pelo ensino profissionalizante e cursos livres,
observa Bessa. O argumento de algumas escolas, segundo ele, é
de que muitos profissionais não são professores
por não ter curso de licenciatura. A legislação
não exige formação acadêmica para professores
de cursos livres, assegura Bessa. E o próprio
Código Brasileiro de Ocupações não
prevê que professores de línguas estrangeiras sejam
enquadrados como instrutores, mas sim como professores.
O Sinpro/RS reconhece que no setor existem algumas especificidades
que não estão contempladas na Convenção
Coletiva de Trabalho. Por isso, o Sindicato está propondo
junto ao Sinepe/RS que seja criada uma comissão para estudar
cláusulas específicas que atendam o setor. No dia
13 de setembro, às 14 horas, estará ocorrendo uma
reunião com os proprietários de escolas de línguas,
representantes do Sinpro/RS e Sinepe/RS para dar início
às tratativas. Quanto às escolas que estão
se negando a dialogar, o Sinpro/RS vai buscar na Justiça
a sua representação.
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