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Eles não cansam de inventar algo

Universidades preferem a ciência

Quadro de inventos

Casos de quem desafia a lógica

Universidades criam centros de intermedição e facilitam negócios com empresários

Um estudo feito pelo Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (Mict), batizado de Projeto Inventiva - Estudo da Viabilidade Técnica e Econô-mica da Inventiva Nacional, alega que o parque industrial brasileiro é quase exclusivamente resultado da atração de empresas existentes no mercado internacional para fabricarem aqui seus produtos já disponibilizados e testados lá fora. Segundo a tese, apenas durante os primeiros dez anos do regime militar, pela própria faceta nacionalista e de segurança nacional típica deste tipo de administrador público, o Brasil viveu uma fase de certo estímulo, embora pequeno, às idéias inovadoras.

O Projeto Inventiva alerta também para o fato de que, durante todos esses anos em que o Brasil viveu praticamente isolado do mercado internacional -face às proibições explícitas de importação ou às altas taxas de importação praticadas que inviabilizavam a oferta de produtos competidores dos fabricados no país - o empresário brasileiro acostumou-se a oferecer a inovação que já estava disponível, comercializada em outras partes do mundo e que era inacessível ao mercado brasileiro, seja na forma de tecnologia absorvida ou simples acordo comercial para fabricação local. Pelo documento, “quando, em 1990, as fronteiras foram abertas, permitindo a entrada de produtos competitivos, a necessidade de reação do empresariado local para sobreviver foi tão grande que não houve tempo hábil para inoculação da cultura da inovação”.

O Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Adão Villaverde, acha que os recursos destinados à ciência e tecnologia no Brasil não estão bem distribuídos. Segundo ele, 70% desse dinheiro está concetrado no eixo Rio-São Paulo. “Nesses primeiros seis meses de governo sob a condução do ex-Ministro Bresser Pereira, não houve nenhum movimento no sentido de reverter isso, ao contrário: ele andou sinalizando, o que é um equívoco, que é preciso concentrar recursos nessa região porque ela é mais avançada”.

Mas como na década de 90 os países em desenvolvimento depararam-se com o desafio da modernização de suas estruturas, o Brasil acabou tendo de olhar para o próprio umbigo. A demanda da iniciativa privada em busca de parcerias com as universidades e com suas equipes de pesquisadores no país tem aumentado tanto que as instituições de ensino estão precisando se adaptar à nova realidade. Em Porto Alegre, por exemplo, a Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC) já têm uma estrutura destinada a justamente fazer a intermediação entre os empresários e os pesquisadores, funcionando como uma agência de negócios.

A Pró-Reitora de Pesquisa da Ufrgs, Maria da Graça Krieger, informa que a intensificação da busca da universidade pelas empresas cresceu nos últimos quatro anos. Atualmente, estão em andamento 213 projetos em interação com empresas. Segundo Maria da Graça Krieger, há uma grande confusão quanto à definição de ciência pura e aplicada. Mas, de acordo com os princípios da universidade, uma deve crescer à luz da outra. “Afinal, a produção tecnológica é uma aplicação da ciência”, define.

A Pró-Reitora de Pesquisa salienta que apesar de toda essa parceria, que também representa integração da UFRGS com a sociedade, não pode-se perder a noção de universidade. Portanto, o pesquisador não fica à serviço da empresa, ele apenas orienta, repassa conhecimento e informação.

No último mapeamento, realizado em 1997, a Ufrgs registrava 412 grupos de pesquisa nas áreas das Ciências Biológicas, Exatas, Informática, Humanas, Letras e Artes. Krieger comenta que, atualmente, há uma grande polêmica quanto à definição da ciência pura e a aplicada. Porém, de acordo com os princípios da universidade, ela defende que uma cresce à luz da outra, afinal, a produção tecnológica é uma aplicação da ciência.

Na PUC-RS, a pesquisa também é vista “como o pulmão do homem”, nas palavras do Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Ubano Zilles, informando também que as bolsas na área da pesquisa são muito procuradas pelos alunos. Para exemplificar, contou sobre quando 200 alunos do Direito se candidataram para uma pesquisa que não oferecia bolsa.

 

Saiba Mais

Como Solicitar uma Patente

O depósito dos pedidos de patentes e dos desenhos indus-triais podem ser efetuados na recepção da sede do INPI no Rio de Janeiro (Praça Mauá, nº 7), nas Delegacias de Representações Regionais ou por envio postal endereçado à Diretoria de Patentes/SAAPAT. Os pedidos devem ser feitos por meio de formulário específico e o INPI exige que a documentação seja apresentada em três vias. Existem custos como a taxa de depósito, pedido de exame do invento e expedição de carta-patente, a partir de R$ 45 até R$ 310. O depositante e o titular também estão sujeitos aos pagamento de anuidades.

Após depositado o pedido, o acompanhamento do andamen-to processual poderá ser efetuado por meio da Revista da Propriedade Industrial (RPI), onde o Inpi publica todas as decisões relativas ao sistema de propriedade industrial no Brasil. A RPI é editada semanalmente e pode ser consultada gratuitamente na biblioteca do Instituto ou nas representações regionais, ou ainda adquirida sob forma de exemplar avulso, assinatura e disquete. Informações sobre os pedidos também podem ser obtidas pelos telefones 0 (xx) 21 233.0785 e 0 (xx) 21 271.5592 ou pelo e-mail patente@inpi.gov.br. Mais informações podem ser obtidas no site do INPI na internet www.inpi.gov.br.

Quem pode requerê-la?

As pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado.

 

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