CAMPANHA SALARIAL 2003
Escolas propõem reajuste abaixo da inflação
Dirigentes patronais apresentaram proposta de 12% de reajuste
salarial, parcelado em duas vezes (10% em março e 2% em setembro).
O percentual, bem abaixo da inflação do período,
17,66% (reivindicação dos professores), foi rejeitada
pelo Sinpro/RS. A qualidade do ensino privado gaúcho
tem sido garantida pela manutenção do poder aquisitivo
dos salários, destaca Amarildo Pedro Cenci, diretor
do Sindicato. Não repor a inflação desencadeará
um processo de instabilidade. O Sinpro/RS realizará
no próximo dia 12, assembléia geral, em Porto Alegre.
O encontro será às 14 horas, no Instituto de Educação.
Após, o Sinpro/RS realizará uma reunião com
os professores de idiomas.

proposta
de 12% não condiz com o desempenho das instituições
do ensino privado gaúcho, assegura Marcos Fuhr, diretor do
Sinpro/RS. Nos últimos cinco anos, as anuidades da
Educação Básica foram reajustadas, em média,
30,31% acima da inflação, e da Educação
Superior, 35,5%, expõe. Houve redução
no número de alunos, mas as escolas já se ajustaram
a esta nova realidade, no final do ano passado, reduzindo carga
horária e demitindo professores. Agora, não repor
a inflação significa penalizar duplamente os professores.
O diretor lembra também de um estudo do Dieese/Regional Sul
que revelou crescimento no número de escolas e de cursos
oferecidos (ver págs. 10 e 11 desta edição).
De 1997 a 2002, foram criadas 252 novas instituições
de ensino privado no Rio Grande do Sul e 768 novas ofertas de ensino
(ampliação de séries do ensino fundamental,
médio, educação infantil, autorização
de cursos técnicos e educação de jovens e adultos).
Um levantamento do Sinpro/RS apontou também crescimento
na Educação Superior com a expansão das instituições
já existentes (vários campi) e surgimento de novas,
destaca.
Diante do impasse com relação ao reajuste, os sindicatos
instituíram uma subcomissão específica para
dinamizar as negociações sobre as cláusulas
de reflexo econômico. A subcomissão deverá buscar
uma fórmula que contemple a reivindicação dos
professores e funcionários. Não abrimos mão
da reposição integral da inflação,
assegura Fuhr.
ASSEMBLÉIA GERAL No último dia 31, os
sindicatos de professores e funcionários publicaram um apedido
no jornal Correio do Povo, denunciando a tentativa de arrocho salarial.
A qualidade do ensino privado gaúcho sempre foi um
diferencial também pela manutenção dos salários
dos profissionais. Não podemos permitir que isso seja ameaçado.
O Sindicato reunirá a categoria, em assembléia geral,
no próximo dia 12 de abril, em Porto Alegre, para discutir
sobre o andamento das negociações salariais.
CURSOS DE IDIOMAS Depois da assembléia, o Sinpro/RS
realizará uma reunião com os professores de idiomas
para discutir e deliberar sobre as propostas apresentadas, no dia
19 de março, pela comissão patronal que está
negociando uma Convenção Coletiva de Trabalho específica
para os cursos livres.
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