Alcoolismo,
Império do lixo e a
Educação na Bovespa

consumo
de bebidas alcoólicas provoca 1,8
milhão de mortes por ano no planeta, e os
custos sociais diretos e indiretos do uso
abusivo de bebidas alcoólicas consomem 6% de
todos os recursos gerados pela economia mundial.
Por trás das estatísticas, um paradoxo: o álcool é
a droga mais nociva e também a mais tolerada
socialmente. Na matéria de capa desta edição,
a análise de especialistas sobre as causas e
conseqüências da ingestão compulsiva e cada vez
mais precoce de bebidas alcoólicas por crianças e
adolescentes, e o crescimento de consumo de álcool
e de outras drogas no ambiente escolar.
Na reportagem central, os bastidores do império
do lixo, um mercado que movimenta muito
dinheiro e confronta interesses muitas vezes para
lá de obscuros. Grandes empresas estimulam a
atuação de catadores clandestinos, os piratas do
lixo, que se antecipam aos caminhões da limpeza
urbana em busca do ‘filé’ dos resíduos
domésticos.
O recolhimento clandestino do chamado lixo
nobre compromete a reciclagem de materiais e
paralisa o trabalho das 14 unidades de reciclagem
existentes em Porto Alegre, além de empurrar
cada vez mais para a marginalidade os 6 mil
carrinheiros e carroceiros que atuam na Região
Metropolitana.
Conforme antecipamos na edição de março,
os alunos têm preço nas instituições
de ensino
com vocação comercial, que subscrevem ações
na Bolsa de Valores com base na receita per capita.
Mais, na hora de comprar e vender estabelecimentos
de ensino, essas empresas de Educação
apresentam relatórios reveladores sobre o crescimento
deste segmento – que nem sempre prima
pela qualidade. O grupo Anhanguera, que recém
adquiriu as Faculdades Planalto, em Passo
Fundo, é um exemplo de instituição em franco
crescimento no estado. Ao abrir suas ações na
Bovespa, revelou aos acionistas que havia quadruplicado
seu faturamento, chegando a R$ 63,5
milhões em 2007. Cada aluno representa um
faturamento de R$ 4,1 mil. Esse cenário da Educação
Superior é tema da reportagem de Naira
Hofmeister, que também assina a entrevista do
mês, com o jornalista e escritor Jon Lee Anderson.
Ainda nesta edição, a polêmica em torno da
mudança de sede da Ospa, a reabertura das exposições
na Galeria de Arte da Fundação Ecarta –
que recebeu seis indicações ao Prêmio Açorianos,
as matérias do Sinpro/RS e os colunistas de
Extra Classe.
Boa leitura.
Foto:
Marcos Muzi
 As
fotos publicadas na Entrevista de Marcos
Bagno, nas páginas 4 a 6 da edição
de
março do Extra Classe, são de Marcos
Muzi.
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NOTA - Em decorrência
da greve dos trabalhadores dos Correios, deflagrada
na madrugada do dia 1o de abril, esta edição
poderá chegar com atraso aos leitores.
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