LIVROS/LANÇAMENTOS
IDENTIDADE
CULTURAL
Organizado por Christoph Bernasiuk,
Manuais do Patrimônio Histórico
Edificado da Ufrgs: Cartas Patrimoniais e Legislação (Ed.
Ufrgs, 100p.) oferece uma compilação dos documentos oficiais de
preservação patrimonial que orientam o projeto Resgate do Patrimônio
Histórico e Cultural da Ufrgs, a cargo da Secretaria do Patrimônio
Histórico (SPH). Utilizando cartas patrimoniais e a legislação
existente no país como referência para os projetos de intervenção
e restauração arquitetônica e paisagística, a SPH
expõe aqui o seu ideal preservacionista. O destaque é para a importância
da identidade da instituição enquanto bem cultural do estado. Muito
mais que um volume restrito aos especialistas, a obra converte-se em documento
histórico a ser explorado em tempos de degradação de prédios
históricos por todos os lados.
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CÓDIGOS
DA CIVILIZAÇÃO E CINEMA
A proposta de Viagens Pedagógicas, (Ed. Cortez, 320 p.),
organizado por Ana Chrystina Venâncio Mignot e José Gonçalves
Gondra, parte de um princípio conhecido por qualquer viajante:
nada ensina mais do que as experiências adquiridas mundo afora.
No livro, as viagens de educadores brasileiros, portugueses, espanhóis,
franceses servem como estratégia para uma análise da circulação
internacional de modelos pedagógicos. É a busca dos códigos
de civilização, uma empreitada que vem mobilizando educadores
e demais trabalhadores em Educação há mais de dois
séculos, como observam os organizadores. Cinema e Civilização,
222 p., de Roseli Pereira Silva propõe o confronto entre conceitos
e formas de comunicação de obras cinematográficas
com a Educação. A pesquisa feita com adolescentes em uma
escola paulista traz para o debate a discriminação racial,
sexual e de gênero.
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SAGA
DE IMIGRANTES
Partes de vida, novela literária de Udo Ingo Kunert,
(Editora Nova Prova, 160 p.). O livro retrata a vida de uma família
de imigrantes alemães que viveu na cidade de Ibiá,
na década de 1930, em meio aos reflexos da Depressão
no ambiente local. Procedentes da Europa, onde deixaram os lares
de seus pais para tentar nova vida no Brasil, se vêem agora
confrontados com as dificuldades dos filhos que migram em busca
de trabalho. A narrativa recorre a uma linguagem poética,
procurando retratar, entre outros aspectos, a preocupação
do personagem central com seus netos. Ao se relacionar com as crianças,
ele desenvolve diálogos recheados de sabedoria sobre os
mais diversos temas, ambientados na década de 1930, que
não deixam de ser atuais: religião, história,
lendas e respeito à natureza.
CRISTIANISMO
EM XEQUE
Um dos mais cultuados filósofos europeus, autor de
O Fim da Modernidade
e
Acreditar em Acreditar, Gianni Vattimo investiga o destino do cristianismo
depois da anunciada morte de Deus segundo Nietzsche no ensaio
Depois da Cristandade (Ed.
Record, 176 p). Além de especular sobre as possibilidades de a religião
atravessar a pósmodernidade, o autor oferece aos leitores pistas sobre
o seu paradoxal percurso ao encontro do cristianismo através da Filosofia. “Graças
ao fato de ser cristão, não acredito mais em um grande número
de estruturas dogmáticas. Não sou fundamentalista porque, antes
da verdade dos absolutos, dos princípios, há diante de mim um outro
que devo amar como a mim mesmo”, diz o autor.
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