NEGOCIAÇÃO COLETIVA 2008 Sinpro/RS
firma posição para
manter direitos dos professores
A Negociação Coletiva 2008
entre Sinpro/RS e Sinepe/RS
está sendo marcada pela
burocratização do processo. É esta
a avaliação da direção do
Sindicato dos Professores, que
credita a dificuldade nas negociações à
posição do Sindicato
Patronal em tentar retroceder
em direitos já conquistados
pela categoria. Até o fechamento
desta edição do Extra
Classe, quatro rodadas de
negociação haviam sido realizadas
desde o dia 4 de março
e o único avanço ficou em torno
do reajuste salarial de
5,43%, que repõe a inflação do
período conforme o INPC. No
dia 12 de abril, às 14h, o Sinpro/RS realizará Assembléia
Geral
da categoria, no auditório
da sede estadual, para avaliar
o processo de negociação e a
proposta para acordo apresentada
pelo Sinepe/RS.
posicionamento
do Sinepe/RS, no entanto,
só foi conhecido pela representação dos
professores
dias antes da quarta rodada, que
ocorreu no último dia 1º de abril, quando propôs
diminuir em 20% o desconto para dependentes
nas anuidades escolares e reduzir os salários dos
professores da Educação Infantil e séries
iniciais
do Ensino Fundamental com a extinção do adicional
por aprimoramento acadêmico (3%).
O Sindicato dos Professores não apenas rejeitou
tais propostas, como apresentou novas formulações
de cláusulas. “Foi com surpresa que recebemos
a proposta patronal de retirar direitos da
categoria. Lamentamos também a insensibilidade
com algumas questões que, no mérito, se revelaram
irrefutáveis por parte dos negociadores patronais”,
afirma Marcos Fuhr, diretor do Sinpro/RS.
“Nos três primeiros encontros, o sindicato patronal
se colocou na posição apenas de ouvinte
das propostas dos professores. Mesmo assim, dos
18 destaques apresentados pelo Sinpro/RS, praticamente
nada foi contemplado ou atende as expectativas
dos professores”, relata o diretor.
A proposta feita na primeira rodada, de discutir
os assuntos em câmaras distintas para Educação
Básica e Educação Superior, também
foi inicialmente
recusada pelo Sinepe/RS na continuidade
do processo. Após insistência, apenas duas
reuniões foram realizadas separadamente nos dias
11 e 18 de março. Nessas datas, as comissões
aprofundaram questões específicas de cada nível.
“Cada vez mais a Educação Básica e Educação
Superior apresentam um conjunto de variáveis
distintas e a negociação deveria acompanhar
essas diferenças. Para quem se propõe a tratar
com
profundidade os assuntos, é preciso distinguir e
saber lidar com as especificidades de cada nível”,
ressalta Fuhr.
Fazem parte da pauta de reivindicações do
Sinpro/RS: remuneração das aulas ministradas fora
da unidade de lotação; a obrigatoriedade de
contratação de professores na EaD; a
irredutibilidade de salário e carga-horária; a
isonomia salarial; a remuneração pela elaboração
de material didático-pedagógico solicitado pelo
empregador; o limite de alunos por turma; e um
calendário escolar favorável à concessão
de férias
entre 12 de janeiro e 21 de fevereiro. A data-base
dos mais de 30 mil professores do ensino privado que atuam no
Rio Grande do Sul é 1º de março.
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