Ano 8 - nº 74
Agosto 2003



Luis Fernando Verissimo:
O diplomata inglês Robert Cooper, que já foi conselheiro de Tony Blair e é considerado o guru da política externa do primeiro-ministro britânico, escreveu num famoso artigo publicado no Guardian que...



Nei Lisboa:
Estou há dois anos sem televisão em casa. Não, isso não é uma declaração de pobreza ou o início de uma diatribe contra os serviços de assistência técnica. Foi uma opção, que começou quase como uma brincadeira, na época da mudança...



Elisa Lucinda:

Era um programa bonito sobre esse Dorival. Eu almoçava vendo televisão.
Fascinada. Aqueles versos, aquelas redes, aqueles cardumes de liras, aquela música amorosa limpa apimentada e mágica, brotando...





“Se eu não morrer, é milagre”

Mais uma vez ficou comprovada aquela máxima de que o papel aceita tudo. Em meados de julho, a revista Contigo! famosa por suas fofocas televisivas, publicou uma entrevista estrondosa na qual Sílvio Santos, anunciava: “estou doente e tenho mais seis anos de vida. Se eu não morrer é milagre” e “vendi o SBT para a Televisa e o Boni”. Como era de se esperar, as informações causaram alvoroço no público e na mídia. A veracidade das informações foi logo questionada e, em bem pouco tempo, desfeita a farsa: tratou-se de uma brincadeira do apresentador “achei que ia dar uma gozação nela (na repórter que fez a matéria)”, declarou. Nela e principalmente nos leitores, reféns de uma imprensa que converte qualquer declaração em notícia e não só isso: publica, destaca, exibe, discute. O jornalista Alberto Dines publicou um artigo no Observatório da Imprensa no qual esbraveja: “somos o Reino das Aspas, a terra das citações. Antigamente valia o escrito, hoje vale o dito. Não importa o que. No Brasil publica-se qualquer idiotice desde que precedida e completada pelas aspas”. E não só isso: a pegadinha do dono do SBT foi explorada à exaustão. Na gana por conseguir mais e mais leitura, mais e mais audiência os meios de comunicação, para fugir da crise, beiraram as raias do anti-ético. Na TV Bandeirantes, o programa Claquete, com Otávio Mesquita, por exemplo, aproveitou o mote da revista e forjou uma entrevista com Sílvio Santos, fazendo mais uma vez o público de bobo. Com a tacada de auto-promoção, Seu Sílvio foi manchete de cadernos de economia (Gazeta Mercantil, O Globo), capa do Jornal do Brasil, destaque no caderno do cultura da Folha de São Paulo, revistas Caras e Istoé, e por aí à fora.



Empossada nova direção da CUT


Tomou posse no dia 11 de julho a nova direção executiva da CUT estadual. O presidente da entidade, Quintino Severo, reeleito para mais três anos de mandato, terá como vice-presidente Rejane Silva de Oliveira e secretário geral o diretor do Sinpro/RS Cássio Filipe Galvão Bessa.

Severo, usando um boné do MST, destacou durante a cerimônia o protagonismo da classe trabalhadora nos últimos 20 anos, na luta contra a ditadura, na campanha pelas Diretas, na Constituinte de 1988, no Fora Collor junto com os estudantes, e na vitória de Lula. “O papel dos trabalhadores da CUT é enfrentar a burguesia. Nós vimos qual foi a reação da burguesia quando Lula usou o boné do MST”, afirmou. O presidente a CUT reforçou ainda a necessidade de unidade da classe trabalhadora do campo e da cidade. “A CUT e a Federação dos Metalúrgicos saberão jogar seu papel para as mudanças históricas”, finalizou Quintino.




José Luis Fiori

Brasil: inserção mundial e desenvolvimento
epois da Independência, o Brasil e os demais países latino-americanos se transformaram, no século XIX, nos primeiros estados nacionais nascidos fora da Europa. Uma exceção notável, no momento em que alguns países europeus começavam sua...





As cores nada banais de Nelson Diniz
Nelson Diniz, ator de teatro cinema e televisão, portoalegrense da safra de 1963, ganhou o Prêmio Açorianos de melhor ator em 2000 e Prêmio APTC de melhor profissional do Cinema Gaúcho, em 1999. Atuou em mais de vinte espetáculos teatrais e em filmes como...

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