Ano 8 - nº 74
Agosto 2003



Luis Fernando Verissimo:
O diplomata inglês Robert Cooper, que já foi conselheiro de Tony Blair e é considerado o guru da política externa do primeiro-ministro britânico, escreveu num famoso artigo publicado no Guardian que...



Nei Lisboa:
Estou há dois anos sem televisão em casa. Não, isso não é uma declaração de pobreza ou o início de uma diatribe contra os serviços de assistência técnica. Foi uma opção, que começou quase como uma brincadeira, na época da mudança...



Elisa Lucinda:

Era um programa bonito sobre esse Dorival. Eu almoçava vendo televisão.
Fascinada. Aqueles versos, aquelas redes, aqueles cardumes de liras, aquela música amorosa limpa apimentada e mágica, brotando...





As cores nada banais de Nelson Diniz

César Fraga

Nelson Diniz, ator de teatro cinema e televisão, portoalegrense da safra de 1963, ganhou o Prêmio Açorianos de melhor ator em 2000 e Prêmio APTC de melhor profissional do Cinema Gaúcho, em 1999. Atuou em mais de vinte espetáculos teatrais e em filmes como Tolerância, Netto Perde sua Alma, Vaga-lume entre outros. Diniz lança agora seu primeiro livro individual Cores Banais (WS Editor, 109 páginas – dinizpohl@uol.com.br), que reúne duas formas literárias, novela e peça teatral, em uma só obra. Leia abaixo a entrevista com o autor.

Extra Classe – Qual a tua motivação para a elaboração de Cores Banais e qual o objetivo da obra?
Nelson Diniz
– Minha motivação para escrever o livro, está em torno da curiosidade que sempre tive em relação a literatura, enquanto forma e criação. Como se dá, nesse sentindo, a idéia do que se quer dizer, passada para outro? Como chegamos nos leitores daquilo que escrevemos e o quanto do que está escrito é suficiente para uma leitura fiel, para um entendimento? Em outras palavras, nunca sabemos, na literatura, se o que estamos falando, estamos falando da mesma forma que o leitor está falando. O objetivo da obra, é poder trabalhar não só estas questões acima, como também no sentido prático: vende-la, divulgá-la, botar em discussão, insistir para que as pessoas não percam o hábito da leitura e o prazer que ela pode nos dar!

EC – Qual a contribuição do teu livro e do trabalho em torno dele para a questão da fragmentação da informação do conhecimento, uma característica da nossa cultura atualmente?
Diniz
– Essa questão da fragmentação é um pouco perigosa! Não pretendo com o meu livro ir contra a rapidez e todo o dilema de vivermos “em pedaços rápidos”, que é como eu defino nossa vida atualmente (do mundo), porém, não vou também a favor! Pretendo sim, se possível, fazer algumas pessoas pararem um pouquinho e conversarmos, discutirmos, debatermos, tudo isso recheado de café, cigarros e intervalos. Calma, um minuto de calma e de absorção! Só precisamos de idéias e tranqüilidade. Sairemos mais ricos, eu garanto!

EC – Como é publicar uma peça de teatro e uma novela em um mesmo livro? Porque a utilização desses formatos? Que tipo de leitor você busca com esta obra?
Diniz
– O livro é dividido em duas partes distintas: A novela Cores Banais e a peça de teatro O caminho das coisas. Portanto, são duas coisas em uma! A novela lê-se como novela e o teatro lê-se como teatro. Gosto da idéia que a publicação de uma peça de teatro venha junto com outro gênero, só assim podemos continuar publicando teatro, coisa que já não se faz no Brasil, pois não vende só o teatro, então ninguém mais publica. A poesia consegue ainda um pouco, mas corre também esse risco, desaparecer das prateleiras. Busco todo o tipo de leitor, desde o mais politizado até o cara ali do bodega da frente que serve almoço e pode também se interessar em ler um livro.



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Livros:
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