CORRIGINDO
Inicialmente, cumprimentos pela excelente qualidade do jornal da
categoria. Porém, venho fazer e solicitar uma retificação.
Na edição de número 100, de março deste
ano, aparece a notícia de demissões de professores
da Faculdade de Direito da PUCRS. Entre eles, mencionado o Professor Ápio
Antunes. Ocorre que, ao que consta, foi exonerado o Professor Ápio
Cláudio Beltrão, colega que conheço e aprecio. Ápio
Cláudio de Lima Antunes era meu pai e faleceu em 2003. Era
advogado de longuíssima data e professor. O dado curioso é que
ele de fato foi demitido por mais de uma vez. Primeiro, durante
o governo Eurico Gaspar Dutra, em pleno período macarthista,
da então Escola Técnica Federal de Pelotas, acusado
de ter vínculos com o Partido Comunista, o que não
era falso, mas era pretexto. Após, no início da década
de 1950, da Faculdade de Direito de Pelotas, pelos mesmos motivos,
e depois readmitido, após um movimento da UNE. Finalmente,
foi mais uma vez demitido, logo após o Golpe de 64, com
ordem de prisão contra si, somente retornando ao magistério
com a lei de anistia, em 1979. A família teve perdas financeiras,
mas ganhos de consciência e determinação. Desnecessário
dizer que tais demissões não fizeram se não
nos convencer da necessidade de criar um sistema de ensino autônomo
e com condições e garantias aos professores, onde
os pequenos apetites não sejam critério de escolha
de docentes. Grato. Marcus Vinícius Antunes
CONTRAPONTO
Prezados editores. Causou-nos espanto e tristeza a matéria
publicada em junho na edição 103 deste jornal com
o título: “Obediência em pílulas”.
Espanto por vermos um tema da mais alta relevância em termos
de saúde pública – Transtorno de Déficit
de Atenção/Hiperatividade (TDAH) – sendo tratado
de forma tão parcial por uma revista que tem ampla circulação
junto aos professores do nosso Estado, sem que qualquer contraponto
pudesse ser apresentado aos inúmeros argumentos falaciosos
e sem embasamento científico. Professor Doutor Luis Augusto Rohde Professor DoutorMarcelo SchmitzProfessores
de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Ufrgs
/ Programa de Déficit
de Atenção/Hiperatividade do HCPA - www.ufrgs.br/psiq/prodah.html
EM TEMPO
Caríssimos leitores, recebemos as críticas
levantadas pelos professores doutores da Ufrgs com
a tranqüilidade e a certeza de estarmos sempre
em busca dos vários lados de uma mesma realidade.
Sendo assim, em tempo, estamos publicando nesta edição
nova reportagem e dando espaço ao contraponto
que se alegou não existir na edição
de junho, muito embora, em nosso entendimento, trate-se
de abordagens distintas. Na primeira matéria
enfocamos os diagnósticos equivocados de Déficit
de Atenção/Hiperatividade, e, neste
número do EC, abordamos o subdiagnóstico,
que é outro problema mais ligado à falta
de diagnóstico e conseqüente subtratamento.
Com isso, esperamos estar contribuindo para melhorar
a qualidade da informação e o debate
sobre assunto tão relevante quanto polêmico.
Para o envio de cartas,
sugestões e comentários
para a redação ou exclusão da lista: extraclasse@sinprors.org.br
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