Ano 11 - nº 105
AGOSTO de 2006



Luis Fernando Verissimo
Dizem que falar “shit” para o Blair e massagear as costas da sra. Merkel não foi só o que o Bush aprontou na reunião do Grupo dos Oito em São Petersburgo, na última semana (N.E.: última semana de julho). Ele teria passado todo o tempo fazendo...



Elisa Lucinda
Estupidamente bela
a beleza dessa “maria-sem-vergonha”
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência desse todo, naquele instante não nos falta nada.



Fraga

As palavras não querem saber de isolamento. Intuem que quanto mais se agregam, mais significados ganham. Daí as palavras correlatas. Ao contrário daquelas de mesmo DNA etimológico ou das derivadas, elas não têm parentesco. São afins e pronto.



Marcio Pochmann

A ação dos sindicatos no Brasil não tem sido evidenciada como um dos pontos-chave para o entendimento da recente queda na desigualdade da renda do trabalho no Brasil. No ambiente de inflação relativamente baixa, os...





A fúria da beleza

Estupidamente bela
a beleza dessa “maria-sem-vergonha”
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência desse todo, naquele instante não nos falta nada.
É um pá, um tapa, um golpe,
um bote que nos paralisa, organiza,
dispersa, conecta e completa!
Estonteantemente linda
a beleza doeu profundo no peito essa manhã.
Doeu tanto que eu dei de chorar.
Por causa de uma flor comum e misteriosa do caminho.
Uma delicada flor ordinária,
brotada da trivialidade do mato,
nascida do varejo da natureza,
me deu espanto!
Me tirou a roupa, o rumo, o prumo
e me pôs a mesa...
é a porrada da beleza!
Eu dei de chorar de uma alegria funda,
quase tristeza.
Acontece às vezes e não avisa.
A coisa estarrece e abre-se um portal.
É uma dobradura do real, uma dimensão dele, uma mágica à queima-roupa
sem truque nenhum. E é real.
Doeu a flor em mim tanto e com tanta força que eu dei de soluçar!
O esplendor do que vi era pancada, era baque e era bonito demais!
Penso, às vezes, que vivo pra esse momento
indefinível, sagrado, material, cósmico,
quase molecular.
Posto que é mistério,
descrevê-lo exato perambula ermo dentro da palavra impronunciável.
Sei que é desta flechada de luz
que nasce o acontecimento poético.
Poesia é quando a iluminação zureta,
bela e furiosa desse espanto
se transforma em palavra!
A florzinha distraída,
existindo singela na rua paralelepípeda esta manhã,
doeu profundo como se passasse do ponto.
Como aquele ponto do gozo,
como aquele ápice do prazer,
que a gente pensa que vai até morrer!
Como aquele máximo indivisível,
que de tão bom é bom de doer,
aquele momento em que a gente pede pára
querendo e não podendo mais querer,
porque mais do que aquilo
não se agüenta mais...
sabe como é ?
Violenta, às vezes, de tão bela, a beleza é!

poesiaviva@meuprovedor.com.br

N.E.: O texto acima faz parte do mais recente livro de Elisa Lucinda, A fúria da beleza (Editora Record, 276 páginas).









Censura na web
Por César Fraga
O professor de Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e de cinema, rádio e TV na USP, Arlindo Machado, reuniu em seu mais recente livro...





Israel e o terrorismo de Estado
Para o Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, Israel é um Estado terrorista. Ele considera as atitudes do governo israelense aberrantes no que se refere aos ataques ao Líbano. Em artigo escrito após os ataques, ele diz:

Violência na escola
Um ex-aluno de Filosofia do Instituto José Saramago de Arganda Del Rey (Madrid, Espanha) foi condenado pela Justiça a pagar multa de 200 euros por publicar em seu blog...

Artigos científicos
O número de artigos científicos de brasileiros cresceu 19%, mas, apesar do avanço, o Brasil ainda está em 17º lugar, atrás de Índia e Rússia.






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