Ano 11 - nº 105
AGOSTO de 2006



Luis Fernando Verissimo
Dizem que falar “shit” para o Blair e massagear as costas da sra. Merkel não foi só o que o Bush aprontou na reunião do Grupo dos Oito em São Petersburgo, na última semana (N.E.: última semana de julho). Ele teria passado todo o tempo fazendo...



Elisa Lucinda
Estupidamente bela
a beleza dessa “maria-sem-vergonha”
soca meu peito esta manhã!
Estupendamente funda,
a beleza, quando é linda demais,
dá uma imagem feita só de sensações,
de modo que, apesar de não se ter a consciência desse todo, naquele instante não nos falta nada.



Fraga

As palavras não querem saber de isolamento. Intuem que quanto mais se agregam, mais significados ganham. Daí as palavras correlatas. Ao contrário daquelas de mesmo DNA etimológico ou das derivadas, elas não têm parentesco. São afins e pronto.



Marcio Pochmann

A ação dos sindicatos no Brasil não tem sido evidenciada como um dos pontos-chave para o entendimento da recente queda na desigualdade da renda do trabalho no Brasil. No ambiente de inflação relativamente baixa, os...





A constituição do sujeito aluno no espaço escolar
Alexandra da Silva Santos Dalpiaz*

ste artigo surgiu de uma pesquisa realizada em uma escola¹ estadual de Porto Alegre, onde procurei estudar e problematizar o aluno que a escola estava e está constituindo, partindo da premissa de que ser aluno, como bem coloca Maria Luisa Xavier (2004), não é uma condição natural, requer aprendizagens, é uma questão cultural. Daí emergiram questões fundamentais para o desenvolvimento do trabalho: como estava sendo constituído o sujeito aluno nesta instituição? Quais práticas pedagógicas e disciplinares estavam sendo utilizadas para viabilizar a constituição desse aluno? Para prosseguir nesse estudo, coletei dados sobre “O que era ser aluno” com alunos de 3ª e 4ª séries. Registrei dados das observações do cotidiano escolar (entrada e saída dos alunos, discursos dos professores...). Fiz ainda uma releitura do Plano Político Pedagógico.

Alguns teóricos foram importantes para esse estudo, entre eles, Françóis Dubet (1997), Cristiane Rocha (2004), Michel Foucault com o conceito de disciplina, que num sentido político é definido como: “Vigiar alguém, como controlar sua conduta, seu comportamento, suas atitudes, como intensificar seu rendimento, como multiplicar suas capacidades, como colocá-lo no lugar onde será mais útil” (Foucault, 1990, apud Gallo, 2004, p. 91).

A partir da análise dos dados, constatei que esta escola estava (está) contribuindo para a constituição de um sujeito aluno submisso, calado, aculturado, que devia ser iluminado pelo saber escolar, controlado inclusive no recreio. Lembro como se fosse hoje, que num dia chuvoso, frio, os alunos tiveram que ficar no pátio alagado, esperando a professora organizar a fila para subirem para as salas de aula, molhados e sem barulho algum. Além dessas cenas, lembro dos funcionários, professores e membros do corpo diretivo diariamente controlando, vigiando o comportamento dos alunos, cuidando seus gestos, suas impostações de voz, e tudo isto acontecendo pelo uso desenfreado de gritos, punições (ficar de castigo na mesa do saguão) e proibições da circulação destes nos corredores e no saguão próximo da sala dos professores e da direção. Tratados como marginais, perigosos, evitava-se inclusive o contato físico.

A instituição parecia acreditar que os “[...] indivíduos sentados, isolados, condicionados, vigiados, são facilmente manipulados e hierarquizados” (Rocha, 2004, p. 124). E, mesmo não havendo um planejamento efetivo, um movimento político sobre o aluno que queria estava produzindo este sujeito, tentando a docilização. Mas, havia espaço para a resistência por parte dos alunos. Acostumados como estavam pela vivência em um espaço repressor, até mesmo nas minhas aulas, em que buscava oportunizar um clima mais humano, fazê-los pensar, refletir, construir conhecimentos, enfrentei dificuldades e também as resistências. Contudo, não desisti de tentar e acreditar na humanidade de cada um deles.

Confira o artigo original na íntegra pela internet, no site do Extra Classe: www.sinprors.org.br/extraclasse/espacoescolar.
Arquivo em formato PDF - 226 Kb

* Graduada em Pedagogia – Séries Iniciais do Ensino Fundamental, na Ufrgs (2005/2), cursando Pedagogia Habilitação Educação Infantil – Ufrgs (2006/1), atua como tutora em formação do Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância da Ufrgs.
¹ Nesta instituição realizei a prática de ensino do 7º e 8º semestre do curso de Pedagogia – Séries Iniciais do Ensino Fundamental da Ufrgs, com uma 4ª série.

ARTIGOS
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Censura na web
Por César Fraga
O professor de Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e de cinema, rádio e TV na USP, Arlindo Machado, reuniu em seu mais recente livro...





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Para o Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel, Israel é um Estado terrorista. Ele considera as atitudes do governo israelense aberrantes no que se refere aos ataques ao Líbano. Em artigo escrito após os ataques, ele diz:

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O número de artigos científicos de brasileiros cresceu 19%, mas, apesar do avanço, o Brasil ainda está em 17º lugar, atrás de Índia e Rússia.






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