Agrotóxicos,
violência
policial e o
poeta-guardião da Amazônia

grotóxicos
que tiveram suas patentes caçadas
na Europa são vendidos e utilizados em larga
escala no estado. O Extra Classe entrevistou médicos,
advogados, apicultores, vítimas de envenenamento
e autoridades de saúde, a exemplo de representantes
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). O resultado está na matéria de capa
desta edição, assinada por Clarinha Glock.
A radicalização da violência policial vem produzindo
mortes país afora, casos dos assassinatos de crianças à
queima-roupa no Rio de Janeiro, Pernambuco
e Maranhão, apenas para citar os episódios mais recentes
e mais explorados pela grande imprensa. A
essa violência, soma-se, no Rio Grande do Sul, o uso
da força de repressão como resposta à mobilização
dos movimentos sociais. Em matéria de Paulo César
Teixeira, especialistas analisam esse fenômeno (estado
frágil e polícia feroz) e apontam que há uma
contradição no próprio nome da polícia
militar: “o
termo polícia define um órgão do aparelho
de estado,
destinado a proteger o cidadão, inclusive aquele
que comete delito. Já o militar é treinado para vencer
o inimigo e submetê-lo à sua vontade”.
Na entrevista do mês, o poeta amazonense
Amadeu Thiago de Mello, 83 anos, que vive à margem
de um rio na Amazônia, e defende em versos a
preservação ambiental. Ele preconiza nesta entrevista
exclusiva à repórter Jacira Cabral: “Até o
final deste
século a humanidade vai ter a oportunidade, depois
da desgraça, de aprender um novo jeito de viver, mais
solidário, menos egoísta”. Em Porto Alegre,
uma
ecoovila com casas integradas ao meio ambiente se
apresenta como um laboratório de novas formas de
viver em harmonia com os recursos naturais, em
matéria de José Antônio Silva. Esta edição
do Extra
Classe traz também matéria com o doutor em Comunicação
Antônio Zuin, da Unicamp, em que a repórter
Stela Rosa volta ao assunto do uso da internet
como ferramenta para uma prática secular: a violência
de alunos contra professores. Boa leitura.