FRITJOF CAPRA
Para além da física
O
físico austríaco Fritjof Capra, 66 anos, é um
dos mais influentes pensadores do movimento ecológico mundial.
No dia 21 de novembro, ele esteve pela terceira vez em Porto Alegre,
desta vez a convite da DCO Gestão de Carreiras, uma empresa
especializada em Recursos Humanos, para falar sobre o seu trabalho
como cientista, escritor e ativista político. Até os
10 anos de idade, o autor de O Tao da Física, O ponto de
mutação e As conexões ocultas viveu em uma
fazenda de 10 hectares no interior da Áustria. A relação
forte e emocional com a natureza vem desta infância bucólica.
Até hoje ele é capaz de lembrar das árvores
e plantas que existiam na propriedade familiar, dos cheiros e sensações
da vida rural em uma Europa esfacelada pela II Guerra Mundial.
Capra está atualmente trabalhando em um livro sobre o cientista
Leonardo da Vinci, que deverá ser lançado no Brasil
em 2007, e quer abandonar a Califórnia, onde vive há três
décadas. Ele, que foi um dos painelistas internacionais
no Fórum Social Mundial em 2003, não suporta mais
o que chama de “os três fundamentalismos dos Estados
Unidos”. O novo projeto de vida é viver com a família – mulher
e filha – na Itália. Nesta entrevista concedida um
dia depois de ele participar do evento “Falando de carreira” no
Centro de Eventos da PUCRS, o físico-teórico explica
a sua concepção sistêmica da vida, revela detalhes
do seu próximo livro, conta como foi influenciado no colégio
e descreve o trabalho de alfabetização ecológica
que realiza com professores em 200 escolas públicas norte-americanas.
Roberto Villar Belmonte
Extra Classe – Por que o senhor decidiu escrever o seu próximo
livro sobre a obra científica de Leonardo da Vinci?
Fritjof Capra – Eu sou fascinado pela ciência de Leonardo
da Vinci há muito tempo, antes até de publicar O
Tao da Física. Eu até comecei a escrever no passado
um livro popular sobre Física onde eu citava o trabalho
dele no primeiro capítulo que tratava da história
da ciência ocidental. Os três capítulos que
escrevi acabaram incluídos em O
Tao da Física, sem
a parte onde eu citava da Vinci. Eu sempre tive a sensação
de que haveria algo interessante para dizer sobre ele do ponto
de vista da Teoria dos Sistemas e da Teoria da Complexidade. Agora
eu já fiz 2,5 anos de pesquisa em suas anotações
e posso afirmar que Leonardo foi o nosso primeiro cientista moderno.
Ele desenvolveu o método empírico como Galileu,
só que cem anos antes. Existem alguns poucos livros falando
disso, mas geralmente comparando da Vinci com Galileu e Newton.
Eu acho, no entanto, que esta não é uma boa comparação.
Apesar de ser o mesmo método, a natureza da ciência é diferente.
Ele trata a natureza como um pintor. Ele pinta todas as formas
da natureza, o corpo humano, as plantas, as montanhas, as rochas.
A ciência dele é também uma ciência
de qualidades, de padrões, de processos, de formas. Ele
estudava o fluxo da água, o crescimento das plantas, a
anatomia do corpo humano.
EC – Leonardo da Vinci já era, na Renascença,
um pensador sistêmico?
Capra – Absolutamente. Ele pensava em termos de padrões. É por
isso que eu me interessei pela ciência dele. Tanto que eu
estou interpretando Leonardo da Vinci de um ponto de vista sistêmico.
O seu conhecimento científico era surpreendente. Um exemplo
está no quadro A virgem das rochas. As plantas estão
ali por razões simbólicas, como era comum na Renascença.
No entanto, o modo como ele as desenhou mostra um profundo conhecimento
botânico. Todas as flores estão ecologicamente corretas.
Tanto que um botânico pode dizer que se trata de uma cena
pintada na Toscana entre os meses de janeiro e abril. O estágio
de crescimento das flores está correto. No fundo do quadro,
as rochas foram desenhadas com estruturas geológicas corretas.
Ele estudava geologia e botânica. A ciência de Leonardo
reconhecia a interdependência de todos os fenômenos
e tinha um tremendo respeito pela vida e pela Terra.
EC – O senhor vai deixar de viver nos Estados Unidos,
após 30 anos, para morar na Itália em função
do seu novo livro sobre Leonardo da Vinci?
Capra – Na verdade, não. Durante a minha juventude,
eu passei muitos anos na Itália. Eu falo italiano fluentemente.
Eu fiquei muito feliz em voltar ao país para pesquisar
sobre a obra de Leonardo da Vinci. Mas a minha motivação
para deixar os Estados Unidos é política. Eu
não quero mais viver lá. Atualmente, o país
tem três tipos de fundamentalismo que, na verdade, foram
responsáveis pelo segundo mandato de George Bush. Há um
fundamentalismo cristão muito forte. Por exemplo, 40%
dos norte-americanos não acreditam na evolução.
Como cientista, eu fico muito incomodado em viver num país
assim. Eles querem ensinar a Bíblia em aulas de Ciência
como se fosse a história da criação.
Isto é absolutamente ridículo. O segundo tipo
de fundamentalismo é o nacionalismo secular. Os norte-americanos
se acham o principal país do mundo. Isto está claramente
expresso na atual política internacional de Bush. Eles
acreditam que são muito generosos e ajudam os pobres
do mundo, quando, na verdade, as estatísticas mostram
que isto é mentira. Quando ocorrem catástrofes,
como o Tsunami, muitos cidadãos norte-americanos fazem
doações generosas. Mas o governo não.
Os norte-americanos realmente acreditam em um mito: eles atuam
no planeta por um estilo de vida livre e democrático.
Mas não existe democracia nos Estados Unidos. O país é movimentado
pelo dinheiro e pelo interesse das corporações,
e a política externa é baseada na exploração
de recursos naturais ao redor do mundo. O terceiro fundamentalismo é o
do mercado, das pessoas ricas. Para elas Bush é bom
porque apóia as corporações. Eu não
vou desistir do meu ativismo, e também não vou
deixar a Califórnia de uma hora para outra porque minha
filha está estudando na universidade. Mas eu já estou
com 66 anos e penso sobre o resto da minha vida e o que eu
quero fazer dela. Eu não quero mais viver nos Estados
Unidos.
EC – No Centro de Ecoalfabe-tização em
Berkeley, nos Estados Unidos, o senhor dá aula para
os professores das escolas públicas da Califórnia.
Como é este trabalho?
Capra – Nós começamos há dez anos.
Nós queríamos ajudar os professores a fazer
um currículo ecologicamente orientado. Nós não
queríamos uma disciplina sobre ecologia ou sobre estudos
am-bientais, mas que a perspectiva ecológica perpassasse
todas as aulas. Começamos a experimentar um jeito alternativo
de dar aula, levando as crianças para plantar no jardim
da escola e aprender sobre o ciclo das plantas, as estações
do ano, a Biologia, a Física, a Química. Esta
experiência é referida nas aulas de Redação
através de poesias. Nas aulas de História eles
aprendem sobre tecnologia, energia, ecologia. O pensamento
ecológico permeia todo o currículo. Esta foi
a idéia inicial. Fizemos seminários e oficinas
para discutir com os professores os princípios ecológicos
e como eles poderiam ser aplicados em cada aula. Logo descobrimos
que os professores não conversavam entre si sobre o
que ensinavam e que o nosso principal trabalho deveria ser
construir comunidades. Começamos a fazer encontros
entre estes professores, que eram escolhidos a partir de alguns
critérios. Um deles era ter um diretor de escola fortemente
engajado no projeto.
EC – Que método é usado
para construir consensos nestas comunidades de professores?
Capra – Uma das nossas consultoras, Jeannette Armstrong, é índia
e tem uma experiência muito forte em construir consensos
a partir do seu trabalho com a sabedoria tradicional sobre
o meio ambiente. Com ela desenvolvemos uma metodologia chamada
Método das Quatro Sociedades. Os professores sentam
em um círculo, que é dividido em quatro partes.
A primeira delas é a perspectiva da Visão,
do futuro, da inovação, da teoria. No lado
oposto, temos a perspectiva da Tradição, da
terra, da cultura. Nos outros dois lados temos a perspectiva
dos Relacionamentos e da Ação. Há sempre
uma tensão. Em qualquer tipo de reunião, sempre
alguém vai dizer que não temos que apenas
ficar falando, mas é preciso agir. São as
pessoas mais ativistas. Outros perguntam como agir se não
concordamos em uma estratégia comum, se não
confiamos um no outro, se não formamos um grupo coerente.
Esta é a tensão entre Relacionamento e Ação.
Outras pessoas defendem que coisas novas precisam ser feitas,
enquanto outras querem respeitar as tradições.
Esta é a tensão entre Visão e Tradição.
Trabalhamos com esta metodologia há uma década
e os resultados são surpreendentes. Isto nada tem
a ver com ecologia, mas com construir comunidades, o que é muito
importante.
EC – E como são ensinados os princípios
ecológicos para os professores?
Capra – Nós fazemos seminários e levamos
os professores até a natureza. Logo percebemos que
não deveríamos traduzir os ensinamentos ecológicos
na linguagem das crianças. Os professores é que
devem fazer isso. Eles são extremamente criativos
nesta tarefa, desenvolvem jogos com as crianças,
transformam a sala de aula em um oceano, fazendo coisas
com papel e outros objetos. E aqui entra uma questão
muito importante que é a parte artística.
A arte tem um papel fundamental no processo de alfabetização
ecológica, pois ela remete para a dimensão
emocional. Não queremos produzir excelentes ecologistas
teóricos, queremos que nossas crianças realmente
se importem com o planeta quando forem adultas, e que possam
viver de maneira mais responsável. A emoção é fundamental
nesta conexão com o ambiente. Por isso um poema é a
melhor maneira de descobrir de que modo uma criança
está conectada com a Terra, se ela ama realmente
a natureza. Não é possível fazer um
teste de marcar cruzinhas para descobrir estas coisas. Mas
o professor pode pedir para as crianças escreverem
poesias, desenharem ou fazerem uma apresentação
teatral.
EC – O trabalho é feito de maneira
isolada em cada escola?
Capra – Dois ou três professores de cada escola
reúnem-se no nosso centro em Berkeley uma vez por
mês para trocar experiências. Esta rede de professores
parceiros gera uma série de projetos comuns com coalizões
de escolas. Por exemplo, há um projeto para salvar
uma espécie ameaçada de camarão na
Bacia de São Francisco. No Norte da Califórnia,
há uma região rural muito pobre com diversos
projetos para conhecer o oceano, assim como nas comunidades,
onde pessoas mais antigas e também artistas são
entrevistados pelos estudantes. Em todos estes trabalhos,
a construção de comunidades é muito
importante, pois a comunidade é um elemento chave
para a sustentabilidade.
EC – O senhor lembra de algum professor da época
do colégio que tenha influenciado o seu trabalho
teórico como físico e pensador ecológico?
Capra – Eu fui bastante influenciado na escola (Ensino
Médio) por um professor de Matemática quando
eu tinha 15 ou 16 anos. Lembro até do nome dele,
era Peter Lesky. Ele era um pouco tímido, pois recém
tinha saído da universidade, era muito jovem, loiro
e usava óculos. Tinha uma cara de estudioso. A paixão
dele pela Matemática e o modo vivo como ele nos ensinava
coisas simples como Álgebra, Trigonometria e algumas
equações me marcou muito. Eu e outro colega
pedíamos para ele problemas matemáticos que
ainda não tinham sido resolvidos. Nós perguntávamos
se ganharíamos o Prêmio Nobel se conseguíssemos
resolvê-los, e ele dizia que não e nos dava
outro problema ainda mais difícil. Tentávamos
resolver em
casa, e não conseguíamos, entretanto continuamos
com estas brincadeiras e desafios. Eu costumava ficar depois
da aula pedindo para ele me ensinar Cálculo, que
na época só era ensinado na universidade na Áustria.
Ele me ensinava, me mostrava os limites do meu conhecimento
e como superá-los. Isto é ser um bom professor.
Depois eu também fui fortemente influenciado, já na
Física, por um livro que mudou minha maneira de olhar
o mundo. Chama-se Phisics and Philosophy, de Werner Heisenberg.
EC – O
senhor participou de um encontro reservado em Porto Alegre
com diretores e professores da PUCRS.
Capra – Eles me pediram para falar sobre o pensamento
sistêmico. Eu descrevi os estudos que publiquei
em meu último livro, As conexões ocultas,
onde procuro apresentar uma visão integrada da
vida. Se quisermos construir um mundo sustentável, é muito
importante integrar as dimensões sociais e ecológicas.
Isto porque a sustentabilidade significa construir estruturas
sociais em harmonia com a natureza. Daí a necessidade
de cursos de graduação e pós-graduação
com uma visão interdisci-plinar para ensinar a
natureza da vida, a ecologia e a sustenta-bilidade. Eu
apresentei uma lista de cientistas que atualmente estão
fazendo isso. Este não é apenas um desafio
político importante, mas também algo muito
excitante do ponto de vista intelectual, pois temos novos
campos de estudo como a Teoria da Complexidade e a Teoria
do Caos. Eles me fizeram várias perguntas. Como
eu ensinava Ciência, etc. Eu também quis
saber o que a PUCRS poderia fazer para seguir em direção à sustentabilidade.
Eles relataram projetos interdisciplinares interessantes
realizados nas áreas da Geriatria, Física,
Química, Biologia. E também falaram das
dificuldades de romper com a fragmentação
acadêmica.
EC – No seu último livro – As conexões
ocultas – o senhor tenta integrar as ciências
biológicas com o cognitivismo e as ciências
sociais. Qual é o ponto comum entre estas três áreas?
Capra – O padrão básico de organização
dos sistemas vivos é a rede. Se entendermos as
redes, podemos aplicar esta compreensão às
redes biológicas e sociais. É importante
entender que estas redes não são estruturas
físicas. Quando você fala da teia da vida,
não tem como fotografá-la. É uma
idéia abstrata. É um padrão de relação
entre vários processos de vida. Em um ecossistema,
por exemplo, temos uma teia alimentar. Organismos se alimentam
um do outro. Ao mapear esta estrutura, descobre-se uma
rede. Para entender o que ocorre, não basta só entender
a estrutura da rede, mas também seus processos.
Em redes biológicas, os processos são químicos.
O metabolismo é um processo químico. Então
temos que entender bioquímica. Em uma célula,
o exemplo mais simples de um sistema vivo, há uma
rede metabólica envolvendo as moléculas
da célula. Numa rede social, não falamos
mais de reações químicas, mas de
comunicação. Uma rede social é uma
rede de comunicação. O que é comunicado?
A rede biológica faz troca de moléculas.
Numa rede social, nós trocamos idéias, pensamentos,
informações. Para entender uma rede social,
não basta desenhar um mapa mostrando quem fala
com quem. É preciso saber o que é dito.
EC – O senhor cita em seu livro o trabalho de Lingüística
Conceitual de George Lakoff. Qual a relação
entre linguagem e pensamento sistêmico?
Capra – Esta é uma pergunta difícil
e não tenho como dar uma resposta completa. Em
resumo posso dizer que a inovação radical
nesta teoria dos sistemas vivos é ter reconhecido
que a interação entre o organismo e o ambiente é essencialmente
uma intera-ção cognitiva. Todos os processos
de um organismo vivo são processos cognitivos.
O processo de auto-organização é a
atividade de sempre manter a organização
em rede. Permanecer vivo. Isto é uma atividade
cog-nitiva porque envolve perceber o ambiente e decisão.
Mesmo uma bactéria pode se mover em direção
a uma luz, a uma concentração química
ou a alguma comida. Há uma expansão da idéia
de cognição, como processo de conhecimento.
Como demonstrou o chileno Humberto Maturana, o processo
da vida é um processo cognitivo. Isto resolve o
problema sobre o que é a mente e o que é a
matéria. A mente é o processo de cognição,
e a matéria é a estrutura através
da qual este processo acontece. A relação
entre mente e matéria é a relação
entre processo e estrutura. A estrutura pode ficar cada
vez mais complexa. Esta é a evolução.
O processo cognitivo vai ficando cada vez mais e mais
complexo. Quando olhamos para os vertebrados e mamíferos,
temos a emergência de momentos de respiração
da consciência. Momentos de autocons-ciência.
Estes momentos ficam mais freqüentes, como ocorreu
com os grandes macacos e os humanos. Assim houve a emergência
da linguagem humana, da consciência e da tecnologia.
Com a evolução, a linguagem foi ficando
cada vez mais sofisticada. É quando entra a Lingüística.
Linguagem é uma parte muito importante da consciência. É precisamente
o momento quando a auto-reflexão emerge. Por isso
o estudo da linguagem é tão importante,
e George Lakoff é um dos pioneiros da Lingüística
Cognitiva.
EC – O senhor ainda está otimista em relação
ao Brasil como estava no início de 2003 quando
participou do Fórum Social Mundial em Porto Alegre?
Capra – Eu diria que ainda estou muito impressionando
com o fato do governo federal trabalhar junto com a sociedade
civil. Isto só existe aqui e me parece uma coisa
muito positiva. O Brasil é atualmente um líder
mundial em projetos agroecológicos, em bio-combustíveis
e tem designers muito competentes. Eu costumo participar
de seminários para empresários em São
Paulo e sei que existem aqui empresas com técnicas
muito imaginativas e avançadas, como a Natura,
que é totalmente focada na sus-tentabilidade e
nas comunidades onde atua. Por outro lado, há enormes
problemas. Eu ainda estou otimista, mas também
estou mais confuso. Quando eu falo sobre o Brasil para
as pessoas que não conhecem o país tão
bem, a primeira coisa que eles sabem, além das
questões tradicionais como a música, a simpatia
dos brasileiros, o futebol, as belezas naturais, é o
aumento do desmatamento e da violência. Eu me pergunto
sobre o quê o governo tem feito a respeito destas
duas questões negativas. Eu sei que não
são problemas simples de resolver, mas não
sei o que tem sido feito para resolver estes problemas.
EC – Esta foi a sua terceira visita à capital
gaúcha. O que Porto Alegre significa para o senhor?
Capra – Porto Alegre está muito conectada
com este novo jeito de governança que Lula introduziu
no Brasil. Eu penso que esta relação próxima
entre o governo e a sociedade civil é um modelo
para o mundo. Isto não existe em nenhum outro país
importante. As pessoas da sociedade civil têm acesso
a vários níveis do governo e podem contribuir
com as políticas que são desenvolvidas.
Isto tudo ficou bem claro no Rio Grande do Sul quando
os governos do PT ajudaram a receber os participantes
do Fórum Social Mundial. O próprio presidente
Lula participou. Atualmente muitos ativistas sociais trabalham
no governo, o que, a meu ver, é algo muito positivo
e único no mundo, assim como o Orçamento
Participativo desenvolvido em Porto Alegre. Hoje esta é uma
experiência conhecida no mundo inteiro. Para mim,
a capital gaúcha simboliza um novo tipo de política,
uma política de colaboração com a
sociedade civil. Eu também tenho uma relação
pessoal com a cidade. Primeiro porque eu gosto dela, eu
me sinto confortável. Algumas vezes eu me sinto
na Itália. Outro fato interessante para mim é que
aqui eu encontro pessoas que falam alemão, como
José Lutzenberger com quem estive em 1993. A minha
relação com ele e agora com a sua filha
Lara é muito importante.
Para saber mais sobre o trabalho
de Alfabetização
Ecológica de Fritjof Capra visite os sites www.ecoliteracy.org e www.ecoar.org.br.