CONFERÊNCIA Conae RS propôs
melhorias
para o ensino
ais de 700 profissionais da
educação participaram de
20 a 22 de novembro da
etapa estadual da Conferência
Estadual de Educação (Conae),
em Porto Alegre. O evento foi
dividido em sete eixos temáticos
que deu origem a um documento
de 290 páginas com as reivindicações
gaúchas. O documento
será levado à Brasília na Conferencia
Nacional, de 28 de
março a 01 de abril de 2010.
Entre os principais temas debatidos
no RS destacam-se:
abrangência do Sistema Nacional
de Educação, a fim de que
os sistemas municipais e estaduais
já existentes não percam a
autonomia conquistada; qualidade
da educação; democratização
do acesso ao ensino; garantia
das fontes financiadoras
para atender as demandas obrigatórias
dos entes públicos; educação
inclusiva, além da preocupação
em garantir que as discussões
da Conae 2010 possam
ser consideradas para a elaboração
no novo Plano Nacional de
Educação.
No eixo IV, com o tema “Formação
e Valorização dos Profissionais
da Educação”, Amarildo
Cenci, Diretor do Sinpro/RS,
destacou a proposta de uma política pública de financiamento
de licenciaturas e bolsas de incentivo
aos profissionais para formação
continuada. “E esta formação
inicial deve ser feita de forma
presencial”, acrescentou. Foi
proposto ainda que todas as exigências
estabelecidas pelos entes
federativos para a rede pública também
devem ser observadas pela
rede privada, tais como plano de
carreira, pagamento de atividades
extraclasse, critérios públicos para
contratação, entre outros. Na
questão da aposentadoria, a reivindicação é de que é preciso resgatar
a aposentadoria especial do
professor de 25 anos para mulher
e 30 para o homem na educação
Básica.
Para a coordenadora-geral do
Conae RS, Márcia Adriana de
Carvalho, a Comissão Organizadora
Estadual assumiu um papel
importante de mobilização e
articulação da sociedade gaúcha. “Penso que a oportunidade oferecida
pelo Ministério da Educação
não foi deixada de lado, apesar
da ausência do governo do
estado que, no meu entendimento,
privou a comunidade da discussão
e da contribuição para a
melhoria da educação dos gaúchos
e dos brasileiros”, afirmou
Márcia.
DIPLOMA PEC dos jornalistas é aprovada A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados
aprovou hoje pela manhã (11/11) a Proposta de Emenda Constitucional
(PEC) nº 386/09, conhecida como PEC dos Jornalistas. A votação se deu
por orientação de bancada. Assim, não foi necessária votação nominal. O
único partido que se posicionou contrário à aprovação foi o PSDB. O próximo
passo será o encaminhamento da proposta para uma Comissão especial,
que será criada na Câmara com o objetivo de discuti-la. Em seguida, a
PEC será votada no Plenário da Câmara, onde precisará da aprovação de
3/5 dos deputados em votação de dois turnos.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor da PEC, considera que a apreciação
da matéria pelo plenário da Câmara ocorrerá ainda neste semestre.
Isso porque o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP), se
comprometeu a criar a Comissão especial assim que a mesma fosse aprovada
pela CCJ.
UERGS Diretores regionais são eleitos democraticamente
O mês de novembro foi marcado
pela realização das eleições
democráticas para diretores regionais
da Uergs, conforme determina
o estatuto da Universidade.
No dia 20 de novembro, a
Reitoria pro-tempore publicou
resolução no Diário Oficial do
Estado reconhecendo as eleições
democráticas que elegeram os
seguintes representantes: Regional
I – João Alifantes; Regional
II – Eliane Kochinski – Regional
III – Marta Martins Barbosa
Prestes; Regional IV – Luciano Streck; Regional V – Isabela Holtermann Lagreca;
Regional VI – Lucia Silva e Silva
e Regional VII – Maximiliano
Segala.
Os professores, no entanto,
enfrentaram uma manobra da
Reitoria que, no dia 13 de novembro,
dois dias antes do início da votação, tentou revogar
o pleito. O Sinpro/RS recuperou
judicialmente o reconhecimento
das eleições restabelecendo
a manutenção da liminar anteriormente concedida ao Sindicato.
O pleito, que era facultativo,
ocorreu normalmente
com uma participação de 77%
dos docentes, 84% dos funcionários
e 53% dos alunos.
“A democracia tem como
pressuposto fundamental o respeito às regras coletivamente
aprovadas, e a Reitoria de Uergs é reincidente em afrontar tanto
a Lei que regulamenta a Universidade
quanto as resoluções de
seu órgão máximo, o Conaun. A
nossa esperança é de que essa
postura seja assumida pelos atuais
gestores da Universidade Estadual”,
destacou Amarildo
Cenci, diretor do Sinpro/RS.
SUPERAÇÃO DA HOMOFOBIA – O Conselho Estadual de Educação
aprovou recomendação para que escolas adotem o nome social escolhido
por alunos pertencentes aos grupos transexuais e travestis. O parecer
foi expedido em resposta à consulta realizada pela Coordenação do
programa UNAIDS Brasil, da ONU. “Identificar o aluno diante dos demais
pelo nome social que ele adotou objetiva a inclusão dos estudantes
e contribui para a superação da homofobia”.
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