Capa ampliada
(pdf - 638 Kb)


Ano 14 - nº 140
DEZEMBRO de 2009



Luis Fernando Verissimo
Uma das eventuais missões de avô, Zuenir, é acompanhar a neta a playgrounds e ficar de olho enquanto ela se mistura com outras crianças, sobe e desce de brinquedos, corre, cai, chora, se levanta.



Elisa Lucinda
Quero dormir com meu
amor que lá no calor
dele no abacateiro
de seu tronco
não há dívidas,
dúvidas,
espantos
Lá parece
domingo
na copa do sovaco
cheiroso dele



Fraga
Num mundo em que não faltam romeus e julietas de todos os tipos, um par tipográfico é até previsível. Uma historinha que qualquer menestrel pouco inspirado tira de letra, até eu.



Marco Aurélio Weissheimer

A capital gaúcha e sete cidades da Região Metropolitana receberão, entre 25 e 29 de janeiro de 2010, o Fórum Social 10 Anos Grande Porto Alegre.

 




ABUSO
Meninos são vítimas silenciosas

Os educadores precisam ficar atentos: se as meninas são alvo dos exploradores e abusadores sexuais, com os garotos a situação é também dolorosa, e ainda mais silenciosa. O número de denúncias registradas em relação aos meninos ainda é baixo, mas esse fato pode estar associado à maior dificuldade de eles falarem sobre a violência e o abuso que sofrem, informa a psicóloga Betina Tabajaski, do Juizado da Infância e da Juventude do estado. “Acredito que os meninos falam menos porque têm mais vergonha”, diz.

Por Clarinha Glock

m levantamento feito entre os 295 processos do Depoimento sem Dano de vítimas de abuso e exploração sexual no Juizado da Infância e Juventude em Porto Alegre, entre maio de 2003 e dezembro de 2008, constatou que 77% eram do sexo feminino e 23% do sexo masculino. Porém, as estatísticas podem estar subdimensionadas em relação ao problema real.

A revelação é difícil porque os garotos abusados temem ser chamados de “bichas ou mulherzinhas”, analisa a professora Mariza Silveira Alberton, do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual no estado. Especialmente quando o abuso ocorre dentro de uma mesma família, há uma tendência de o filho demorar muito mais tempo que a filha para admitir a violência.

Mesmo assim, o número de denúncias envolvendo garotos está crescendo, constata Mariza. Uma das possibilidades é de que, com a conscientização, a violência venha mais à tona. Também há um número maior de meninos homossexuais que são rejeitados dentro da família e acabam indo para a rua, onde se submetem à exploração sexual para ganhar algum dinheiro. Sem falar na miserabilidade, nas drogas e no desejo de adquirir bens de consumo, que muitas vezes impelem à prostituição.

Isso não quer dizer que o abuso está restrito à população mais pobre. “Trabalhei na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso Nacional em 2003/2004, que tinha como foco os casos praticados por autoridades e exploradores de sexo em rede”, observa Marisa. “Mais de mil pessoas foram indiciadas”.

Portanto, é preciso um olhar e uma escuta afinados para perceber os sinais e os pedidos de ajuda que os jovens abusados enviam em todos os lugares, inclusive na sala de aula: comportamento muito sexualizado e dificuldade de confiar nas pessoas são alguns deles.


  Jornadas alertam sobre violência sexual contra crianças e adolescentes
Há sete anos, especialistas, políticos, técnicos e a comunidade em geral se reúnem em audiências públicas para definir os conceitos de violência e exploração sexual, chamar a atenção para o problema e alertar para a necessidade de denunciá-lo. Os encontros são denominados Jornadas contra a Violência e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O projeto surgiu dentro da Assembleia Legislativa do Estado e desde 2007 tem dado ênfase ao treinamento de profissionais nas universidades, principalmente das áreas do Direito, Educação, Psicologia e Turismo. O tema deste ano foi Pedofilia na Internet, que é a segunda rede mais rentável do mundo, depois do tráfico de drogas.

Ao longo dos sete anos, houve prefeitos que negaram a ocorrência de casos em seus municípios. Em outros lugares, as autoridades se comprometeram em criar serviços e delegacias especializadas. A jornada também serviu para ouvir denúncias e acompanhar alguns processos, ajudando a identificar os entraves que fazem com que não avancem na Justiça.

Um deles, lembra a professora Mariza, foi o de três crianças abusadas pelo pai. Quinze anos após a primeira denúncia, as crianças foram para um abrigo, apesar das tentativas de que fossem acolhidas por familiares. O pai, que era o abusador, não só permaneceu solto como havia se casado novamente e teve outros filhos, o que leva a professora a acreditar que o ciclo de exploração pode ter continuado.

Como membro da Pastoral do Menor e do Movimento Gaúcho pelo Fim da Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Mariza luta pela mudança de leis para impedir distorções. “Temos sentenças terríveis que absolvem homens da acusação de exploradores porque as meninas já não eram mais virgens”, observa. A Jornada vai retomar suas reuniões em março de 2010.

  Denúncias também podem
ser feitas pela internet
Os Conselhos Tutelares e o Ministério Público estão preparados para receber denúncias de violência e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Já as páginas eletrônicas com conteúdos suspeitos de pornografia infantil, crimes de ódio e genocídio podem ser denunciadas pela própria internet, de forma anônima, por meio de um formulário on-line no site do Departamento da Polícia Federal: www.dpf.gov.br

Outra forma de encaminhar denúncias é pela internet, através do email: denuncia.ddh@dpf.gov.br ou por telefone, no Disque 100.





Acesse a versão em pdf (754 kb)





CONFERÊNCIA
Conae RS propôs melhorias para o ensino
Mais de 700 profissionais da educação participaram de 20 a 22 de novembro da etapa estadual da Conferência Estadual de Educação (Conae),



DIPLOMA
PEC dos jornalistas é aprovada
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje pela manhã (11/11) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 386/09, conhecida como PEC dos Jornalistas.



UERGS
Diretores regionais são eleitos democraticamente

O mês de novembro foi marcado pela realização das eleições democráticas para diretores regionais da Uergs, conforme determina o estatuto da Universidade.


 
Para o envio de cartas, sugestões e comentários para a redação ou exclusão da lista: extraclasse@sinprors.org.br - Extra Classe é uma publicação mensal do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul - SINPRO/RS - Av. João Pessoa, 919 - CEP 90040-000 - Bairro Farroupilha - Porto Alegre - RS - BRASIL - Fone (51) 4009.2900 - Fax (51) 4009.2917 - http://www.sinprors.org.br