Ano 11 - nº 99
JAN e FEV de 2006



Luis Fernando Verissimo:
A História é uma velha senhora pachorrenta com um gosto fatal pela ironia. Às vezes, ironia pesada. No Iraque, por exemplo, ela está a ponto de saborear mais uma. Foi para contrabalançar a teocracia hostil aos Estados Unidos do Irã que os americanos apoiaram e armaram o regime secular de Saddam Hussein, que depois derrubaram. Tudo indica que o...





Elisa Lucinda:

São fêmeas e correm animadas pelas ruas entre o perigo dos carros.
São fêmeas e se ocorrem vitais e urbanas.
Existem agitadas, excitadas, ansiosas, assanhadas,
carinhosas e quase crianças ainda.
São meninas lindas!
Cada uma portando sua beleza e morando no Rio de Janeiro.
Flora é alta, garbosa, mas traz doçura, nobreza e humildade nos olhos verdes, moles e mel.





O ano do cachorro

oi-se o 2005 marcado por escândalos políticos e otimismos econômicos exagerados e chega um 2006 disfarçado de bonança nesses tempos de festas e férias magras. Não se iludam, leitores. É o lobo na pele do cordeiro. E lobo é quase um cão. Lembremos que, para os tibetanos, 2006, a partir de 28 de fevereiro, é o ano do cachorro. E, por falar em fantasias caninas, para além do carnaval começará de fato um ano eleitoral em que as disputas, já antecipadas a partir de abril passado, devem acirrar-se ainda mais, e, haja lama e cães danados. Em Brasília, os deputados continuam sendo patrocinados pelo povo – aquele que dizem ser o portador da voz de “deus” – para fazer política meramente partidária com polpudos acréscimos aos seus vencimentos. Isso justificado pela desculpa de votarem o que deveriam ter feito durante o período em que se usou a Câmara exclusivamente para enfrentamento político e para fritura dos governistas e do próprio governo – não que este não tenha dado motivos. Mas o Congresso, enquanto Legislativo, praticamente parou, fazendo com que sua face policial e eleitoreira aflorasse. Entre frituras cirúrgicas e performances teatrais a matilha segue incólume. A propósito, feliz 2006.

Extra Classe - Charge premiada
O chargista Santiago recebeu o Prêmio Sampaulo durante a entrega do Prêmio ARI de Jornalismo, que ocorreu na noite do dia 11 de dezembro de 2005. Santiago ganhou Menção Honrosa por A deprê do militante, que foi publicado no Extra Classe em agosto passado, além de ter sido premiado por Vem pra caixa você também, veiculado no Jornal do Comércio em 22 de julho de 2005.


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Livro-reportagem propõe (re)fundação da história dos Farrapos negros
César Fraga
O livro Lanceiros Negros, dos jornalistas Geraldo Hasse e Guilherme Kolling, trata de um mitológico massacre de escravos ocorrido durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Apesar de história “mal contada”, desde então, o...





Medicina da Unisc pode sair em fevereiro
Após mais uma ofensiva publicitária das entidades médicas contra a implantação do curso de Medicina pleiteado pela Unisc junto ao MEC, o saldo positivo parece ser mesmo da Universidade...






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