Ano 8 - nº 73
Julho 2003



Luis Fernando Verissimo:
Na França, onde estive até a semana passada*, eles estavam brigando sabe por quê? Reforma da previdência. Para mostrar que pelo menos esta não é uma desarrumação endêmica brasileira.



Nei Lisboa:
O governo Lula é apenas vinte dias mais velho que a Maria Clara, minha linda rebenta, então achei que viria bem aqui fazer algumas comparações. Por exemplo, tal qual o governo, ela estabeleceu como prioridade um programa Fome Zero desde o...



Elisa Lucinda:
“É o verdureiro!.” Aqui tem ele vendendo almeirão, coentro, cebolinha, taiobas, couvezinha fresca, alface com gosto de horta e outras verduras na porta da gente. Pregão delicioso das manhãs. Eu atravesso o lago dourado que aparece no meio da travessia, quente como...





Inclusão social

Na mesma semana em que estávamos fechando esta edição do jornal Extra Classe, com a reportagem especial sobre a atuação dos camelôs no centro de Porto Alegre e o aumento do comércio informal, coincidentemente o IBGE divulgava os números da taxa de desemprego e renda do país. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego e Rendimento, o ganho habitual do trabalhador despencou 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a taxa de desemprego subiu de 12,4% em abril para 12,8%, maior índice desde março de 2002. É claro que a atuação irregular dos camelôs não pode ser justificada por esses números, mas tratada como reflexo deles. A reportagem explicita a situação dos vendedores ambulantes, que, muitas vezes, funcionariam como fachada para a atuação de quadrilhas. A pauta inclusive seria um prato cheio para o nosso entrevistado deste mês: o repórter da Rede Globo, Caco Barcelos, conhecido por suas reportagens investigativas falou ao Extra sobre o seu novo livro Abusado, uma reportagem que narra a entrada do Comando Vermelho na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, e a formação de uma geração de traficantes. Na entrevista, Caco revelou que preferiu trabalhar o livro com o formato de um romance, dando um toque ficcional à obra, o que, segundo ele, dá a sensação de o leitor estar dentro de acontecimentos reais. Aliás, qual a fronteira entre ficção e realidade na mídia de hoje? Qual a função dos produtos da mídia, sejam eles noticiários ou telenovelas? Essas perguntas ganharam força a partir da cobertura da guerra no Iraque momento em que poucas vezes, pôde-se ver com tamanha clareza a transformação da realidade em espetáculo. O Extra Classe trouxe à tona o debate a partir do livro “Mídia e política no Brasil: jornalismo e ficção”, de Alzira Alves de Abreu, Fernando Lattman-Weltman e Mônica Almeida Kornis, lançado recentemente. A polêmica Reforma da Previdência volta às páginas do jornal. Neste mês consultamos um especialista para esclarecer passo a passo as principais dúvidas quanto aos benefícios dos docentes do ensino particular. Na editoria de Movimento, o Extra Classe traz uma reportagem relatando de que forma a utilização dos chamados softwares livres pode contribuir para a inclusão digital das populações de baixa renda. Boa leitura.





José Luis Fiori

Notas para um debate democrático sobre o “Plano Plurianual 2004 -2007”
Construir uma sociedade dinâmica e moderna, tirar o país da letargia, gerar empregos e riquezas e estabelecer justiça social são objetivos que só serão alcançados com um crescimento firme e duradouro e não se faz uma mudança deste porte sem planejamento.





Uma ponte sobre o Atlântico
Tratar das diferenças filosóficas entre americanos do norte e europeus é certamente uma tarefa árdua. Coube à filósofa italiana Giovanna Borradori, professora do Departamento de Filosofia do Vassar College, em Poughkeespie, Nova Iorque, a missão de...

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