CLIENTELISMO DE DEPUTADOS
Queremos cumprimentar aos jornalistas do Extra Classe pela excelente
matéria, nas páginas centrais, a respeito do clientelismo
praticado por alguns deputados da Assembléia Legislativa
do Rio Grande do Sul.
Vivemos numa sociedade que, de um lado, espera tudo do Estado.
No caso da saúde, como ele não consegue atender à população,
cumprindo com o que diz a Constituição Federal de
1988, entram em cena os políticos através do assistencialismo,
e assim conseguem reverter esse trabalho em votos nas eleições.
Por outro lado, infelizmente, somos um povo que pouco fala ou reclama
de tais situações. É a “cultura do silêncio” de
que fala Paulo Freire.
A nossa satisfação sobre o conteúdo abordado
se dá pelo fato de que esse mesmo tema foi tratado em nosso
livro PARTICIPAÇÃO POLÍTICA - LIMITES E AVANÇOS
(1999, 8ª ed.). Lamentamos que, passados tantos anos, nada
tenha mudado neste campo, ou seja, não crescemos em cidadania;
o voto continua sendo utilizado como mercadoria.
Prof. Dr. Osvaldo Biz,
Profª. Dra. Elizabeth Cardoso (PUCRS)
No limite
Sou professora e me identifiquei totalmente com as situações
descritas na reportagem Professores no limite, na edição
92 do jornal Extra Classe. Muitas vezes realmente trabalhamos
no limite e até além deste. A pressão que
existe sobre os professores sempre é muito grande e o
ambiente escolar se torna insalubre, principalmente se observarmos
do ponto de vista da deterioração das relações
e da excessiva carga de trabalho dentro e fora da sala de aula,
nem sempre remunerada. Gostaria que o Extra Classe também
aprofundasse um pouco mais sobre o assunto, no que se refere
aos direitos em si. Que mecanismos nos amparam para que possamos
nos sentir mais seguros no exercício dos nossos direitos.
Prefere não se identificar - Professora do Ensino Médio
e Educação Superior
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