Ano 10 - nº 93
Julho 2005



Luis Fernando Verissimo:
Uma vez perguntaram ao James Joyce por que estava escrevendo Finnegans Wake e ele respondeu: “Para manter os críticos ocupados por trezentos anos”. Poderia ter dito o mesmo de Ulisses, que nos 83 anos desde sua publicação tem mantido ocupados críticos, acadêmicos, explicadores – e tradutores.




Nei Lisboa:
Agora também ando malhando, pra não deixar que a adiposidade tome conta, e bem entusiasmado, aliás, entre esteira, musculação e alongamentos, aprendendo tudo sobre tríceps e tibiais. Nada como um banho restaurador depois da academia, a alma da gente fica nova e perfumada. Por outro lado...



Elisa Lucinda:

Era um programa bonito sobre esse Dorival.
Eu almoçava vendo televisão.
Fascinada.
Aqueles versos, aquelas redes
aquele cardumes de liras,
aquela música amorosa limpa
apimentada e mágica
brotando daqueles lábios carnudos daquela boca coração dele...





CLIENTELISMO DE DEPUTADOS

Queremos cumprimentar aos jornalistas do Extra Classe pela excelente matéria, nas páginas centrais, a respeito do clientelismo praticado por alguns deputados da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Vivemos numa sociedade que, de um lado, espera tudo do Estado. No caso da saúde, como ele não consegue atender à população, cumprindo com o que diz a Constituição Federal de 1988, entram em cena os políticos através do assistencialismo, e assim conseguem reverter esse trabalho em votos nas eleições. Por outro lado, infelizmente, somos um povo que pouco fala ou reclama de tais situações. É a “cultura do silêncio” de que fala Paulo Freire.

A nossa satisfação sobre o conteúdo abordado se dá pelo fato de que esse mesmo tema foi tratado em nosso livro PARTICIPAÇÃO POLÍTICA - LIMITES E AVANÇOS (1999, 8ª ed.). Lamentamos que, passados tantos anos, nada tenha mudado neste campo, ou seja, não crescemos em cidadania; o voto continua sendo utilizado como mercadoria.

Prof. Dr. Osvaldo Biz,
Profª. Dra. Elizabeth Cardoso (PUCRS)



No limite

Sou professora e me identifiquei totalmente com as situações descritas na reportagem Professores no limite, na edição 92 do jornal Extra Classe. Muitas vezes realmente trabalhamos no limite e até além deste. A pressão que existe sobre os professores sempre é muito grande e o ambiente escolar se torna insalubre, principalmente se observarmos do ponto de vista da deterioração das relações e da excessiva carga de trabalho dentro e fora da sala de aula, nem sempre remunerada. Gostaria que o Extra Classe também aprofundasse um pouco mais sobre o assunto, no que se refere aos direitos em si. Que mecanismos nos amparam para que possamos nos sentir mais seguros no exercício dos nossos direitos.

Prefere não se identificar - Professora do Ensino Médio e Educação Superior



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André Marenco

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Música tintim por tintim
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) lança neste mês de julho, pela Editora Moderna, o livro A orquestra tintim por tintim (32 páginas), de autoria das professoras Liane Hentschke, Susana Kruger, Luciana Del Ben e Elisa Cunha, com ilustrações de Avelino Guedes, que são um atrativo à parte.





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