CINEMA EM BAGÉ
Campanha foi bem recebida pela comunidade
em sessão lotada
Mais de 250 pessoas foram ao Teatro Justino Quintana, no dia
16 de junho, para assistir ao filme
Meu tio matou um cara, de Jorge Furtado.
A iniciativa marcou o lançamento da campanha “Eu Quero Cinema em
Bagé”, promovida pela Fundação Cultural e Assistencial
Ecarta, com apoio do Sinpro/RS. Esteve presente também o ator Artur Pinto,
que no filme fez o papel do agente penitenciário. Ao final da exibição,
o público aplaudiu em pé. “Tinha preconceito com filme brasileiro,
mas este é muito bom”, revelou Marcel Perez, 18 anos, artista plástico.
Ele se diz entusiasmado com a campanha e aproveita para reivindicar também
um espaço para as artes plásticas. “Em Bagé a gente
não faz nada. Aqui não temos nem barzinho com música ao
vivo com entrada gratuita”, desabafou Tiago Jardim, 20 anos, estudante
de publicidade. Tiago assistiu ao filme e gostou. Diz que acha a campanha importante
e que está na torcida para que seja inaugurada uma sala o mais rápido
possível. A advogada Magda de Leon, 26 anos, também está animada
com a possibilidade de instalação de um cinema na cidade. “O último
filme que vi foi em Porto Alegre, Netto perde sua alma”, conta.
A campanha “Eu Quero Cinema em Bagé” busca mobilizar empresários,
políticos e comunidade em geral para a efetivação de um
cinema no município. “Fomos informados de que já está em
construção uma sala”, expõe Cecília Bujes,
diretora do Sinpro/RS. “E já estamos apoiando a iniciativa. É impossível
que uma cidade do porte de Bagé, com mais de 120 mil habitantes, não
tenha cinema.” Ela lembra que o município chegou a contar, no passado,
com sete salas. O presidente da Fundação Ecarta, Marcos Fuhr, lembra
que Bagé é uma cidade universitária. “A Fundação
Ecarta foi criada para potencializar a política cultural do Sindicato
dos Professores e se sente comprometida com o desenvolvimento cultural de todas
as comunidades de nosso Estado”, destaca. Ele lembra que não basta
ter sala de cinema. “A oferta de programação de filmes de
qualidade é muito importante.”A diretora do Sinpro/RS, Regional
Bagé, Margarete Provenzano, acentua que o resgate cinematográfico
na cidade passa pela ação conjunta da comunidade.
DOAÇÃO – O ingresso para a sessão do filme foi um
alimento não-perecível ou um agasalho. Foram arrecadados 140 quilos
de alimentos e 200 agasalhos, doados para os programas Repartir o Pão
e Calor para Todos, da prefeitura municipal de Bagé, no dia 20 de junho.
A assistente social Mônica Vieira recebeu as doações.
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