Ano 11 - nº 104
JULHO de 2006



Luis Fernando Verissimo
Agora começa a fase forense. A fase em que se examina os vestígios do desastre atrás da sua causa, se peneira as cinzas tentando identificar a origem do incêndio, se busca impressões digitais e pistas que incriminem um culpado.



Elisa Lucinda
Outra vez eu te peço meu Deus,
dai-me uma noite de sono tranqüilo,
a noite que eu preciso pra ajeitar meu caos?
Uma noite de sono liso,
não uma noite de improviso,
dá-me uma noite de sono natural?
Aquela oferecida às crianças que acabaram de mamar,



Fraga

Altivo e altaneiro, o alfabeto alojou-se nas almofadas e ali, de alpercatas, alumiou a alameda:
– Alguém aí almeja aliterar alegremente?
Palradoras e parladeiras, as palavras propuseram um porém. Pleiteavam, primeiro, as prerrogativas das provocações:



José A. F. Alonso

A primeira condição refere-se à clareza e convicção da necessidade de realizar mudanças estruturais para alcançar os resultados desejados. Não é o que tem acontecido em nosso meio, onde as propostas têm sido superficiais...





Hexa? Não foi desta vez

gora que todos já sabem que o Brasil não vai rumo ao hexa mundial, os holofotes estão lançados para a disputa política no país e nos estados, tema que, por hora, será abordado na nossa próxima edição. Por enquanto, cabe seguir a série de artigos sobre as desigualdades regionais de autoria de José Fialho Alonso. Na entrevista do mês, realizada em Recife por nossa repórter Stela Rosa, voltamos a um tema que muito já abordamos no passado recente deste jornal, a mercantilização do ensino e os grandes olhos da OMC sobre o mercado brasileiro. Bernard Charlot avisa que a batalha está longe de estar ganha.

Muito se fala em inclusão digital e utilização de novas tecnologias na educação. Nosso repórter Roberto Villar Belmonte ouviu Léa Fagundes sobre suas experiências e visão sobre o tema. E a novela das universidades comunitárias às voltas com o Ministério Público continua. Depois da Unicruz e Urcamp/Alegrete, é a vez do ex-reitor da Urcamp e também ex-presidente de sua mantenedora, a Fundação Átilla Taborda. O MP investiga um novo foco de apropriação indébita ocorrida na gestão anterior. Nosso editor executivo César Fraga foi a Bagé conferir os fatos de perto.

Já tratamos do centenário de gaúchos ilustres como Mario Quintana e Radamés Gnatalli. Agora é a vez de abordarmos um ícone popular do passado, que, embora fosse natural de Santa Catarina, foi decisivo para definir a estética do gaúcho no cenário nacional, o pioneiro da música regional Pedro Raymundo, que influenciou, inclusive, Luis Gonzaga a usar chapéu de couro. A reportagem é de José Weis.

Em 2001 fizemos uma matéria sobre publicações comercializadas por moradores de rua e ONGs que tocam projetos com esse propósito. Nossa repórter Clarinha Glock esteve em Montreal, no Canadá, num evento que reuniu experiências nesse sentido em todo o mundo e escreveu com exclusividade para o EC a respeito. Temos também o artigo de Jorge Barcellos sobre o livro As artes de governar, de Michel Senellart, leitura fundamental para entender o poder. E por fim um pingue-pongue feito por nosso editor executivo Gilson Camargo com Carlos Gerbase sobre seu novo livro Professores, cuja trama vai fundo nos jogos de poder e sexo do mundo da escola. Boa leitura.


ERRATA DA CCT 2006

Devido a um problema técnico na confecção do caderno da Convenção Coletiva de Trabalho 2006, foi suprimida parte do texto do inciso terceiro da Cláusula 15, referente à remuneração de horas extras. Abaixo o texto integral da cláusula com o fragmento que faltou na edição impressa, destacado em negrito.

CLÁUSULA 15

REMUNERAÇÃO DAS HORAS EXTRAS

O período de trabalho que exceder a carga horária contratual semanal será pago conforme as seguintes hipóteses e percentuais:

I
– adicional de hora extra de 50% além da hora-aula normal:
– as duas primeiras horas semanais excedentes à carga horária contratual;
– os períodos destinados a reuniões pedagógicas sistemáticas não incluídas na carga horária contratual do professor;
– reuniões individuais com pais de alunos.

II
– pagamento pelo valor da hora-aula normal:
– as atividades esportivas;
– passeios;
– festividades;
– saídas a campo;
– conselhos de classe;
– substituição provisória eventual;
– atividades pedagógicas eventuais destinadas a
projetos ou capacitação do professor;
– reuniões coletivas com pais de alunos;
– convites – quando o professor, na Educação Básica, é convidado para atividades pedagógicas promovidas pela escola, excetuadas as atividades meramente sociais ou religiosas;
– períodos que, na Educação Superior, decorram de desdobramentos de turmas, de orientação de monografias, de trabalhos de conclusão de curso ou de supervisão de estágios.

III
– adicional de 100% além da hora-aula normal:
– em todas as demais hipóteses não previstas nos inciso I e II supra.

Parágrafo primeiro
– As escolas poderão diluir a carga horária das reuniões que tenham periodicidade quinzenal ou mensal na carga horária contratual semanal do professor.

Parágrafo segundo – A substituição provisória prevista no caput será entendida como aquela destinada a suprir aulas de professor ausente, condicionada, em qualquer hipótese, à anuência do professor que fará a substituição.


ERRAMOS!

Na edição impressa do Jornal Extra Classe de número 103, de junho de 2006, publicamos texto de autoria de Kledir Ramil, originalmente escrito para o Jornal Zero Hora, de Porto Alegre, creditado a Luis Fernando Verissimo equivocadamente. Ramil substituía Verissimo na sua coluna, a qual temos autorização do autor para republicação no Extra Classe. Lamentamos o engano. O texto correto de Verissimo está em nosso site, no link www.sinprors.org.br/extraclasse.

Agradecemos a Kledir Ramil e ao Jornal Zero Hora pela compreensão que dispensaram diante do problema e pedimos desculpas aos nossos leitores.








Uma biografia do leitor
Por Gilson Camargo
Um mergulho sem medo no cotidiano das universidades, com tramas de sexo, jogos de poder, traições, nem sempre nessa ordem, costuram a narrativa vigorosa de Professores, terceiro livro de ficção do cineasta de Verdes anos e Tolerância, professor universitário e escritor Carlos Gerbase.





Reforma universitária vai para o Congresso
A última versão da proposta pela Reforma Universitária apresentada pelo Executivo ao Congresso Nacional no último dia 8 desagradou aos reitores das instituições federais.

Empresários a favor da educação
Criado por um grupo de empresários brasileiros comprometidos com a educação, o Movimento Todos pela Educação pretende mobilizar a sociedade para universalizar o ensino e melhorar sua qualidade.







Para o envio de cartas, sugestões e comentários para a redação ou exclusão da lista: extraclasse@sinprors.org.br - Extra Classe é uma publicação mensal do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul - SINPRO/RS - Av. João Pessoa, 919 - CEP 90040-000 - Bairro Farroupilha - Porto Alegre - RS - BRASIL - Fone (51) 4009.2900 - Fax (51) 4009.2917 - http://www.sinprors.org.br